Deputada denuncia 'acordão' para frear investigações do caso Master no Congresso
Deputada vê 'acordão' para frear caso Master no Congresso

Deputada denuncia 'acordão' para frear investigações do caso Master no Congresso

A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que existe uma mobilização política no Congresso Nacional com o objetivo claro de impedir o avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master e sobre as fraudes ligadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a parlamentar, diversos atores políticos e autoridades estariam atuando de forma coordenada para reduzir significativamente o alcance das apurações e evitar a criação de novas comissões de inquérito.

Movimento de 'abafa' político em diferentes setores

Em entrevista concedida ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, a deputada Adriana Ventura declarou enxergar um movimento evidente de "abafa" envolvendo diferentes setores e correntes políticas. Para a representante paulista, apesar da gravidade extrema do caso, que envolve valores vultuosos e suspeitas de corrupção, faltaria uma disposição real e efetiva por parte do Congresso para aprofundar verdadeiramente as investigações.

Por que a CPMI do caso Master não avançou?

Segundo a deputada, já existem pedidos mais do que suficientes para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) especificamente sobre o caso Master, porém a leitura formal dos requerimentos ainda não foi realizada. Ventura afirma que a decisão final depende diretamente do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que é o responsável por formalizar o início de todo o processo investigativo.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

De acordo com a análise da parlamentar, o atraso persistente não teria qualquer justificativa técnica plausível, uma vez que existem precedentes legislativos claros e consolidados para esse tipo de procedimento. A demora, portanto, seria de natureza política.

As investigações atuais são consideradas suficientes?

Apesar da existência de outras frentes de investigação que estão atualmente em andamento, como grupos de trabalho específicos no Senado Federal e a própria CPMI que investiga fraudes no INSS, a deputada Adriana Ventura avalia que as apurações ainda são extremamente limitadas quando confrontadas com a dimensão real e a complexidade do escândalo.

Na avaliação criteriosa da parlamentar, o caso envolve agentes políticos de diferentes correntes ideológicas e múltiplas instituições dos três poderes da República, o que tornaria ainda mais necessária e urgente uma investigação mais ampla, profunda e transparente.

A CPMI do INSS também corre risco de acabar?

Outro ponto que gera grande preocupação, segundo as declarações de Ventura, é o risco concreto de a comissão que investiga irregularidades no INSS não ser prorrogada. Pedidos formais de extensão do prazo de funcionamento já foram apresentados por parlamentares como o senador Carlos Viana.

Mesmo diante desses pedidos, a deputada afirma que ainda não há sinais claros ou garantias de que a prorrogação será autorizada pelos líderes partidários e pela mesa diretora do Congresso, o que poderia interromper abruptamente as apurações.

Existe um acordo informal para limitar as investigações?

Para a deputada Adriana Ventura, a falta crônica de avanço nas investigações pode indicar fortemente a existência de um acordo político informal entre diferentes grupos com o objetivo de conter deliberadamente o alcance das apurações. Segundo ela, nos bastidores do poder circula abertamente a avaliação de que diversos grupos políticos preferem evitar a todo custo que novas revelações comprometedoras ampliem ainda mais o desgaste institucional já existente.

A deputada reforça que o escândalo envolve personagens diretamente ligados aos três poderes da República - Executivo, Legislativo e Judiciário - e que o país precisa, com urgência, esclarecer todos os fatos de forma completamente transparente para restaurar a confiança da população nas instituições democráticas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar