Cláudio Castro enfrenta 'fogo amigo' após inelegibilidade decretada pelo TSE
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou Cláudio Castro inelegível está provocando novas e significativas divisões internas no Partido Liberal (PL). Na manhã desta quarta-feira, 25 de março de 2026, circulou intensamente em Brasília a informação de que o ex-governador do Rio de Janeiro seria substituído na chapa ao Senado pelo delegado Felipe Curi, ex-secretário da Polícia Civil do estado.
Negativa formal da liderança partidária
Em contato com a imprensa, o deputado Altineu Côrtes, presidente estadual do PL, negou veementemente qualquer mudança de planos. "Nosso candidato ao Senado é Cláudio Castro. Vamos trabalhar incansavelmente para reverter esta decisão de inelegibilidade", afirmou Côrtes, considerado uma figura de grande influência dentro da sigla no Rio de Janeiro.
Cenário político complexo e disputas internas
O cenário para as eleições ao Senado já era marcado por competição acirrada. Pelo campo da direita, além de Castro, está pré-candidato o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, filiado ao União Brasil. Enquanto isso, Felipe Curi, que recentemente se desincompatibilizou do cargo de secretário, anunciou que disputará uma vaga de deputado federal, afastando-se, ao menos oficialmente, da corrida ao Senado.
Curi havia sido anteriormente cotado para ser o nome do PL na disputa pela prefeitura do Rio contra Eduardo Paes (PSD) em outubro. No entanto, a escolha partidária recaiu sobre Douglas Ruas, deputado estadual, ex-secretário das Cidades e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson.
Repercussões e estratégias futuras
A condenação e consequente inelegibilidade de Cláudio Castro pelo TSE, resultado de uma ação que o levou a renunciar ao governo para evitar uma cassação, colocam o partido em uma situação delicada. A defesa de Castro e a busca pela reversão da decisão judicial agora se tornam prioridade máxima para a cúpula do PL, que precisa gerenciar as tensões internas e consolidar uma estratégia eleitoral coesa diante deste revés significativo.
O episódio ilustra as turbulências típicas da política brasileira, onde decisões judiciais podem rapidamente alterar alianças, gerar conflitos internos e redefinir completamente os planos de campanha para as eleições majoritárias.



