Amazonas: 11 prefeitos declaram patrimônio acima de R$ 1 milhão, enquanto cinco não informam bens
Um levantamento realizado pelo g1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disponíveis na plataforma DivulgaCand, revela um cenário econômico diversificado entre os prefeitos do Amazonas. Dos 62 gestores municipais do estado, 11 declararam patrimônio superior a R$ 1 milhão, enquanto cinco informaram não possuir bens em suas declarações ao órgão eleitoral. As informações foram fornecidas pelos próprios candidatos durante a eleição mais recente, destacando contrastes significativos na situação financeira dos líderes locais.
Os maiores patrimônios declarados
No topo da lista, José Augusto Ferraz de Lima (União Brasil), prefeito de Iranduba, lidera com um patrimônio declarado de R$ 8.373.883,65. Em segundo lugar, aparece Lázaro de Araújo de Almeida (Republicanos), de Fonte Boa, com R$ 7.777.657,21, seguido por Raimundo Santana de Freitas (Republicanos), de Borba, com R$ 6.878.731,04. Outros nomes que se destacam incluem João Bosco Falabella (União Brasil), de Urucará, com R$ 6.256.700,88, e Walder Ribeiro da Costa (União Brasil), de Santo Antônio do Içá, com R$ 2.425.593,11.
Prefeitos na faixa de R$ 1 milhão a R$ 1,4 milhão
Entre os gestores com patrimônio na faixa de R$ 1 milhão a R$ 1,4 milhão, encontram-se prefeitos de municípios médios e pequenos do Amazonas, como:
- Mateus Ferreira Assayag (PSD), de Parintins – R$ 1.493.208,93
- Maria de Nazaré da Silva Rocha (MDB), de Amaturá – R$ 1.328.000,00
- Nazareno Souza Martins (União Brasil), de São Paulo de Olivença – R$ 1.200.000,00
- Darlan Taveira Peres (União Brasil), de Barreirinha – R$ 1.196.000,00
- Francisco Sales de Oliveira (Republicanos), de Tonantins – R$ 1.130.000,00
- Antônio Ferreira dos Santos (União Brasil), de Codajás – R$ 1.100.000,00
Esses valores demonstram que mesmo em localidades com menor porte populacional, alguns líderes municipais acumulam recursos financeiros consideráveis.
Prefeitos que não declararam bens
Na outra extremidade, cinco prefeitos optaram por não declarar bens ao TSE. São eles:
- Manoel Adail Amaral Pinheiro (Republicanos), de Coari
- Macelly Cristina de Souza Veras (PDT), de Maués
- José Ribamar Fontes Beleza (União Brasil), de Santa Isabel do Rio Negro
- Egmar Velasques Saldanha (PT), de São Gabriel da Cachoeira
- Marcos Souza Martins (União Brasil), de Uarini
O g1 está tentando contato com esses gestores para entender os motivos da ausência de declaração de bens no site do Tribunal Superior Eleitoral. A transparência nas informações patrimoniais é um aspecto crucial para a prestação de contas e a confiança pública na administração municipal.
Ranking completo dos prefeitos por patrimônio declarado
Além dos mencionados, o levantamento inclui uma lista extensa de prefeitos com patrimônios variados, desde valores moderados até quantias simbólicas. Por exemplo, Pedro Duarte Guedes, de Careiro da Várzea, declarou R$ 1.057.428,48, enquanto Mercedes Mendes Vargas (União Brasil), de Jutaí, informou apenas R$ 1.000,00. Essa diversidade reflete a complexidade econômica e social das diferentes regiões do Amazonas, onde fatores como localização, acesso a recursos e atividades econômicas locais podem influenciar diretamente a situação financeira dos gestores.
O contexto eleitoral no Amazonas vai além da escolha de prefeitos e vereadores, envolvendo também decisões sobre temas locais que impactam diretamente a vida dos cidadãos. A divulgação desses dados pelo TSE, por meio da plataforma DivulgaCand, permite que a população tenha acesso a informações relevantes sobre seus representantes, promovendo um maior escrutínio e participação democrática.



