PM do Rio prende 61 bate-bolas com armas e drogas em ônibus na Avenida Brasil
PM prende 61 bate-bolas com armas e drogas no Rio

Operação da PM no Rio resulta na prisão de 61 integrantes de grupo carnavalesco com armas e drogas

Um episódio envolvendo tradição carnavalesca e criminalidade marcou a noite desta segunda-feira (16) no Rio de Janeiro. Policiais militares prenderam um grupo de 61 pessoas, todas fantasiadas de bate-bolas, durante uma abordagem na Avenida Brasil, na zona norte da cidade. Os indivíduos estavam em um ônibus que seguia em direção ao Complexo da Penha quando foram interceptados pelas forças de segurança.

Abordagem policial e apreensões surpreendentes

De acordo com informações da Polícia Militar, a atenção do Batalhão de Choque foi despertada quando o veículo passou pelo Piscinão de Ramos. Os foliões, que haviam partido de Nilópolis, estavam exaltados e causando distúrbios, perturbando a ordem pública conforme relato das autoridades. Os policiais iniciaram um acompanhamento tático, culminando na abordagem efetiva na região do Caju.

Dentro do ônibus, os agentes encontraram um arsenal e substâncias ilícitas, incluindo:

  • Duas pistolas
  • Dois revólveres
  • Munições de diversos calibres
  • Drogas, cuja quantidade total não foi divulgada oficialmente

Contexto histórico dos bate-bolas e investigações em andamento

Os bate-bolas, também conhecidos como Clóvis, são grupos carnavalescos típicos dos subúrbios cariocas, caracterizados por desfiles com roupas bufantes, máscaras e o uso de bolas de borracha batidas no chão. Sua origem remonta à década de 1930, representando uma expressão cultural enraizada na cidade.

Após a prisão, todos os 61 ocupantes do ônibus foram encaminhados para a 21ª Delegacia de Polícia, localizada em Bonsucesso. A Polícia Civil assumiu a responsabilidade pela investigação do caso, que deverá apurar os detalhes sobre a posse das armas, a procedência das drogas e as possíveis conexões com atividades criminosas.

Este incidente levanta questões sobre a intersecção entre manifestações culturais e atos ilícitos, especialmente em períodos festivos como o Carnaval. As autoridades reforçam a necessidade de vigilância e controle para garantir a segurança pública, sem prejudicar as tradições legítimas da população.