Namorada nega envolvimento em caso de envenenamento por açaí em Ribeirão Preto
Namorada nega envolvimento em envenenamento por açaí em Ribeirão Preto

Namorada presta depoimento e nega envolvimento em caso de envenenamento por açaí em Ribeirão Preto

A dona de casa Larissa de Souza Batista, namorada do jovem que foi internado após passar mal ao consumir um açaí no início de fevereiro em Ribeirão Preto (SP), prestou depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (19). Durante a audiência, ela negou veementemente qualquer envolvimento no caso, que está sendo investigado como possível envenenamento.

"Já dei meu depoimento, vou falar mais uma vez, não sou culpada, não fui eu", declarou Larissa aos repórteres após sair da delegacia. O delegado responsável pelas investigações, José Carvalho de Araújo, confirmou que a versão apresentada por ela no depoimento oficial foi consistente com suas declarações públicas.

Investigadores aguardam laudos periciais e análise de celulares apreendidos

Segundo o delegado Araújo, o próximo passo da investigação inclui ouvir outras pessoas relacionadas ao caso e aguardar os resultados dos laudos periciais. "Ela foi ouvida, disse que não manteve qualquer envolvimento com relação a isso. Agora o próximo passo é ouvir outras pessoas e aguardar os laudos periciais e extração dos dados dos celulares que foram apreendidos", explicou o delegado.

A advogada de Larissa, Jéssica Nozé, afirmou que sua cliente foi ouvida na condição de averiguada e está profundamente abalada com a situação. "Ela está absolutamente sensibilizada e chateada com a situação. Ela foi acolhida pela família dele, enquanto ele estava internado, inclusive. O cenário entre eles é harmônico", destacou a defensora.

Detalhes do caso e evolução do estado de saúde da vítima

Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, foi internado no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto com suspeita de envenenamento após consumir o açaí. Ele chegou a ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas seu quadro de saúde evoluiu positivamente e ele já recebeu alta hospitalar.

Os laudos periciais que podem confirmar a presença de veneno no alimento ainda não foram liberados. A polícia enviou para análise um copo com uma substância granulada encontrada durante as investigações. "Geralmente, são 30 dias [para sair os resultados], mas nós pedimos uma certa urgência para que a gente possa, o quanto antes, encerrar esse inquérito policial", informou o delegado Araújo.

Sequência de eventos que antecederam a internação

De acordo com as investigações da Polícia Civil, no dia 5 de fevereiro, Larissa foi a uma loja na Avenida Barão do Bananal, zona Leste de Ribeirão Preto, para retirar o pedido de dois açaís. Por volta das 20h do mesmo dia, ela retornou ao estabelecimento acompanhada do companheiro para reclamar da compra.

Câmeras de segurança registraram toda a movimentação do casal na loja. A polícia informou que, apesar de já terem consumido os produtos, o namorado relatou ter sentido um gosto estranho no açaí. Pouco depois de passar mal, Adenilson foi levado para o hospital.

Até o momento, a possibilidade de contaminação do açaí dentro do estabelecimento comercial foi descartada pelos investigadores. Adenilson ainda deve prestar depoimento à Polícia Civil para contribuir com o esclarecimento dos fatos.

O caso tem chamado atenção na região de Ribeirão Preto e Franca, especialmente após a divulgação de informações sobre outros incidentes semelhantes envolvendo suspeita de envenenamento por alimentos. As investigações continuam em andamento enquanto aguardam os resultados definitivos das perícias.