Traficante 'Vovô' ostenta mansão com piscina no Complexo do Alemão e é citado em funk
Marcelo Xará, conhecido como Vovô, é o chefe do tráfico na Fazendinha, localizada no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele vive em uma residência descrita por moradores como uma verdadeira mansão, equipada com piscina, jacuzzi e espaço para festas, simbolizando a ostentação que marca sua liderança no Comando Vermelho.
Críticas da comunidade e influência nas redes sociais
A opulência de Vovô gerou reclamações entre os moradores, que apontam problemas como aumento de roubos, falta de limpeza nas ruas e mau exemplo para crianças. "É um exemplo ruim para as crianças. Ele também liberou roubos nos arredores da comunidade. E as ruas estão muito mais sujas desde que ele assumiu", relatou um residente anônimo.
Paralelamente, seu nome viralizou em músicas no TikTok e Instagram, sendo reproduzido por celebridades como Virginia Fonseca e a cantora Ana Castela. Ele assumiu o controle da facção após a morte de Professor, baleado pela polícia em junho de 2025.
Histórico criminal extenso e comandos da prisão
Marcelo Fonseca de Souza possui um longo histórico criminal, incluindo:
- Preso desde 1994, passou 24 anos no sistema prisional por crimes como tráfico, associação ao tráfico, sequestro, homicídio e assalto.
- Mesmo encarcerado, continuou a comandar operações, participando de uma rebelião em Bangu 1 em 2002 que deixou quatro mortos.
- Em 2009, ordenou de dentro da cadeia a invasão do Morro dos Macacos, resultando na queda de um helicóptero da PM e na morte de três militares.
Devido à sua alta periculosidade, foi transferido para um presídio federal em Mato Grosso do Sul em 2009, retornando ao Rio em 2017. Ganhou liberdade em julho de 2018, mas foi preso novamente em novembro do mesmo ano em um apartamento de luxo em Belém do Pará, de onde chefiava o tráfico de drogas e a venda ilegal de botijões de gás em comunidades da Zona Norte do Rio.
Impacto na segurança e vida comunitária
A gestão de Vovô na Fazendinha reflete um padrão de violência e negligência, com moradores destacando a deterioração das condições locais. Sua capacidade de comandar atividades criminosas mesmo sob custódia evidencia os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro.