MP desarticula quadrilha que vendia planos de saúde falsos em nome de operadora de Rio Preto
Quadrilha vendia planos de saúde falsos usando nome de empresa de Rio Preto

Operação do Gaeco mira quadrilha especializada em falsos planos de saúde

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, deflagrou nesta quinta-feira, 26 de setembro, uma operação de grande porte contra uma organização criminosa que atuava na venda de planos de seguro saúde fraudulentos. A ação policial teve como alvo uma quadrilha que utilizava indevidamente o nome de uma legítima operadora de saúde sediada na região de Rio Preto para aplicar golpes em escala nacional.

Mandados cumpridos no Rio de Janeiro e estrutura empresarial fraudulenta

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de São Gonçalo e Niterói, ambas no estado do Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pelo Ministério Público paulista, revelou que os suspeitos criaram uma complexa estrutura empresarial para dar aparência de legalidade às suas atividades ilícitas. Eles fundaram três empresas fantasmas, com sedes distribuídas estrategicamente: uma em Rio Preto (SP), outra em São Gonçalo (RJ) e uma terceira em Vitória, no Espírito Santo.

Modus operandi da fraude e prejuízos às vítimas

Entre os anos de 2024 e 2025, os criminosos comercializaram intensamente os falsos planos de saúde, oferecendo tanto modalidades individuais quanto coletivas para clientes em todo o território brasileiro. Para convencer as vítimas, a quadrilha chegou a emitir e enviar "carteirinhas" falsificadas que simulavam a cobertura de seguro saúde. O golpe só era descoberto quando os beneficiários necessitavam de atendimento médico e se deparavam com a inexistência da cobertura prometida.

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Os estelionatários exigiam dos clientes o pagamento de uma taxa de adesão inicial seguida de mensalidades regulares, criando uma falsa sensação de normalidade no contrato. Até o momento, o total exato de vítimas prejudicadas permanece desconhecido pelas autoridades, mas estima-se que o esquema tenha atingido centenas de pessoas em diferentes regiões do país.

Apoio policial e investigações em andamento

A operação contou com o apoio fundamental da Polícia Militar e segue em andamento para apurar todos os detalhes do esquema criminoso. O Ministério Público já questionou a operadora de saúde legítima, cujo nome foi usurpado pelos golpistas, sobre possíveis conexões ou conhecimento prévio das atividades fraudulentas, e aguarda um posicionamento oficial da empresa.

Este caso evidencia a sofisticação dos métodos utilizados por organizações criminosas no setor de saúde suplementar e reforça a importância da vigilância constante por parte dos órgãos de fiscalização. As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e dimensionar completamente os prejuízos financeiros e sociais causados pela quadrilha.

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