Ministro da Justiça anuncia programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, apresentou nesta sexta-feira (22) o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, durante o seminário “Diálogos sobre Segurança Pública”, realizado na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. A iniciativa prevê investimento de R$ 11 bilhões e terá como foco o enfrentamento estruturado das organizações criminosas em todo o país, com atenção especial ao estado fluminense.
Lima e Silva se encontrará nesta sexta-feira com o governador em exercício Ricardo Couto para discutir ações conjuntas na área de segurança pública. O evento reuniu representantes do governo federal, autoridades de segurança pública e especialistas para debater estratégias de combate ao crime organizado, uso de tecnologia e políticas públicas para o setor.
Quatro eixos principais do programa
De acordo com o ministro, o plano será dividido em quatro eixos principais: a asfixia financeira das organizações criminosas, a implantação de um padrão de segurança máxima em presídios, o aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e o combate efetivo ao tráfico de armas. Entre as medidas anunciadas está o reforço da segurança em 138 unidades prisionais do país.
A proposta é aproximar o sistema penitenciário estadual do modelo adotado nos presídios federais, considerados mais rígidos. O pacote inclui a instalação de kits tecnológicos para bloquear comunicações ilegais e a oferta de cursos de capacitação para agentes penitenciários, com o objetivo de impedir que lideranças criminosas continuem atuando de dentro das prisões.
Rio de Janeiro como prioridade
Na saída do evento, Wellington César afirmou que o Rio de Janeiro está entre as capitais prioritárias do programa federal, devido à forte presença do crime organizado. Ele também destacou a importância da articulação entre diferentes esferas de governo.
O ministro avaliou de forma positiva a atuação recente do governo estadual na área, mas lembrou que políticas anteriores, como o plano de ocupação de comunidades, não avançaram e atualmente estão em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa, segundo o Ministério da Justiça, é que as novas medidas tragam resultados mais efetivos no enfrentamento ao crime organizado no país.



