Operação policial mira Máfia dos Cigarros e busca prender Adilsinho por homicídio no Rio
Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação de grande porte que tem como alvo um grupo de matadores ligado à chamada Máfia dos Cigarros. Entre os procurados está Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, patrono da escola de samba Salgueiro, que é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ocorrido em outubro de 2022.
Detalhes do crime e investigações
O homicídio aconteceu em um posto de combustíveis localizado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Fabrício Alves Martins de Oliveira foi surpreendido por 14 disparos efetuados por homens encapuzados que portavam fuzis. Os criminosos utilizaram uma estratégia elaborada, vestindo camisas e balaclavas falsas da Polícia Civil para facilitar a aproximação e a fuga após o ataque.
As investigações revelaram que a vítima estava sendo monitorada há cinco meses, conforme mostrado por mensagens interceptadas. O crime está diretamente ligado a disputas pelo comércio ilegal de cigarros, um mercado lucrativo e violento que envolve facções criminosas na região.
Desdobramentos e prisões
Dois dias após o assassinato de Oliveira, Fábio de Alamar, sócio da vítima em uma fábrica de gelo, também foi morto ao sair do Cemitério de Inhaúma, onde ocorria o sepultamento. A Polícia Civil aponta indícios de que ambos atuavam juntos na venda ilícita de cigarros, reforçando a tese de que os crimes estão interligados.
No final de janeiro, a 2ª Vara Criminal aceitou a denúncia do Ministério Público, tornando réus os quatro alvos da operação. A prisão preventiva de Adilsinho foi decretada durante o inquérito, e ele é considerado foragido em outros três processos criminais.
Entre os envolvidos, José Ricardo Gomes Simões, suposto matador de aluguel, já se encontra preso. Já o policial militar Daniel Figueiredo Maia, acusado de coletar dados sobre a vítima, se apresentou voluntariamente ao Batalhão de Policiamento em Vias Expressas e foi encaminhado à 5ª DP (Mem de Sá), sendo posteriormente levado a uma unidade prisional da PM.
Atualmente, Alex de Oliveira Matos, conhecido como Faraó e que participou da emboscada, permanece foragido, aumentando a tensão nas buscas pela polícia.
Contexto e impacto
Esta operação faz parte de um esforço contínuo das autoridades para combater o crime organizado no Rio de Janeiro, especialmente grupos envolvidos no tráfico de cigarros ilegais. A ação cumpre quatro mandados de prisão expedidos previamente, destacando a complexidade e a violência associadas a essas atividades criminosas.
O caso evidencia como disputas por mercados ilícitos podem levar a ciclos de violência que afetam comunidades inteiras, exigindo respostas firmes do sistema de justiça e segurança pública.



