Operação 'Intocáveis II' mira núcleo financeiro de milícia na Zona Oeste do Rio
Uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público resultou na prisão de ao menos seis suspeitos nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026. A operação, batizada de Intocáveis II, tem como alvo o núcleo financeiro de uma milícia que atua na região de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Detalhes das prisões e investigações
Os policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais, conhecida como Draco, em parceria com agentes do Ministério Público, executaram mandados de prisão como parte de uma investigação minuciosa. Os presos são acusados de integrar a estrutura financeira da organização criminosa, envolvendo-se em atividades ilícitas como:
- Arrecadação ilícita de recursos
- Gestão e distribuição de dinheiro obtido de forma criminosa
- Pagamento de despesas operacionais da milícia
- Lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada e pessoas interpostas
Segundo nota oficial da Polícia Civil, o objetivo central da operação é desmantelar a base financeira do grupo, visando enfraquecer sua capacidade de financiamento, comando e continuidade das atividades criminosas na região.
Declarações oficiais e impacto na segurança pública
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro do PL, emitiu um comunicado destacando a importância da ação. "Estamos atacando o coração financeiro dessas organizações. É uma investigação consistente, que identifica quem arrecada, quem movimenta e quem lava o dinheiro da milícia. Esse é o caminho para enfraquecer e desarticular o crime organizado", afirmou o governador.
A operação Intocáveis II representa um esforço contínuo das autoridades para combater o crime organizado no estado, focando especificamente nas estruturas financeiras que sustentam as milícias. A região de Rio das Pedras, conhecida por desafios históricos de segurança, tem sido alvo de ações similares no passado, mas esta iniciativa busca atingir diretamente os fluxos de capital que permitem a operação desses grupos.
As investigações continuam em andamento, com a possibilidade de novas prisões e apreensões de bens ligados às atividades ilícitas. A polícia não divulgou os nomes dos presos, mas confirmou que eles estão à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.



