Operação do MP-RJ cumpre 21 mandados contra milícia dos 'Avelinos' em quatro estados
MP-RJ cumpre 21 mandados contra milícia dos 'Avelinos' em 4 estados

Operação do MP-RJ mira milícia dos 'Avelinos' com 21 mandados de busca e apreensão

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), uma operação de grande porte para cumprir 21 mandados de busca e apreensão contra investigados por montar uma milícia privada para cometer crimes em nome da família conhecida como 'Avelinos'. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teve como alvo nove integrantes do clã, incluindo cinco policiais militares e um advogado, em diligências que se estenderam pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará.

Alvos e locais das buscas

Entre os investigados está Felipe Aguiar de Oliveira Filho, conhecido como Filipinho Avelino, cuja residência foi um dos endereços vasculhados durante a operação. No total, 29 locais foram inspecionados por promotores, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP-RJ e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil. No estado do Rio, as ações ocorreram na capital e em municípios do Sul Fluminense, como Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios. Durante as diligências, foram apreendidas armas e munições, reforçando as acusações de atividades criminosas.

Crimes e estrutura da organização

De acordo com as investigações, conduzidas em um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do Gaeco, há indícios de uma atuação criminosa sistemática e reiterada por parte do grupo, com forte influência em municípios do Sul Fluminense e características típicas de milícia privada. Os crimes apontados incluem:

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  • Homicídios já denunciados pelo Ministério Público
  • Tentativas de assassinato
  • Controle territorial
  • Corrupção de agentes públicos
  • Obstrução da justiça

As apurações indicam que o grupo mantém uma estrutura hierárquica bem definida, com divisão de funções, e recorre a práticas como intimidação de testemunhas, ameaças a familiares e eliminação de adversários para impor a chamada 'lei do silêncio'. Segundo os investigadores, a atuação da família remonta à década de 1930, com registros de quatro gerações envolvidas em mais de 50 homicídios, evidenciando um histórico de violência de longa data.

Contexto e medidas do Gaeco

Diante do histórico de violência, da intimidação de autoridades e das tentativas de obstrução, o Gaeco passou a concentrar as investigações criminais relacionadas ao grupo. A operação desta quarta-feira marca um esforço significativo para desmantelar essa organização, que tem sido alvo de atenção constante devido à sua influência e métodos brutais. As ações buscam não apenas prender os envolvidos, mas também coletar provas que possam sustentar acusações formais e levar a condenações futuras.

Esta operação reforça o compromisso do Ministério Público do Rio de Janeiro em combater o crime organizado e a milícia, especialmente em regiões onde esses grupos têm se fortalecido. A colaboração entre diferentes órgãos de segurança e inteligência foi crucial para o sucesso das diligências, destacando a importância de uma abordagem integrada na luta contra a criminalidade.

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