A personagem Lucélia, interpretada por Daphne Bozaski na novela das nove 'Três Graças', teve uma trajetória que começou de forma discreta, mas rapidamente se revelou repleta de problemas, especialmente com sua prima Maggye, vivida por Mell Muzzilo. Ao longo da trama, a ambição da vilã foi se tornando mais evidente, e no meio da produção ela já era uma das aliadas de Ferrette, personagem de Murilo Benício.
No entanto, o que grande parte do público não esperava era que Lucélia sairia dos conflitos da elite para se envolver no tráfico de drogas da comunidade Chacrinha. Foi a partir desse momento que a personagem se perdeu, e as cenas se tornaram toscas. Descobriu-se que ela ia muito além de ser apenas manipuladora: Lucélia matou os próprios pais por dinheiro e planejava fazer o mesmo com outros inimigos.
Com o objetivo de ganhar mais poder, ela se envolveu com Bagdá, interpretado por Xamã, o chefe do tráfico, para depois tentar assumir o comando do morro. E ela conseguiu, em uma cena considerada um dos piores momentos da novela. A tentativa dos autores acabou dando errado. “A partir de agora, é empoderamento feminino na biqueira. Respeita as mina”, berrou ela, com um fuzil a tiracolo, ao som de 'Baianá', do Barbatuques.
Na reta final, Lucélia não conseguiu a vida de glória e dinheiro que sempre sonhou. Ela morre atropelada por Arminda, interpretada por Grazi Massafera, uma de suas maiores rivais – essa sim, uma verdadeira vilã – enquanto esperava receber o dinheiro de Ferrete. A cena comoveu os moradores da Chacrinha, que se assustaram com o dinheiro espalhado pelo chão. Ainda assim, o papelão não deu à vilã forjada o fim que ela merecia.



