Uma execução brutal foi registrada por câmeras de segurança na tarde da última terça-feira, 13 de fevereiro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O alvo foi o miliciano conhecido como Cristiano Lima de Oliveira, o 'Jiraya', morto a tiros por um grupo de pelo menos oito homens fortemente armados e encapuzados.
Detalhes do ataque na Estrada das Cambucas
As imagens, reproduzidas pela TV Globo, mostram o momento preciso do crime, ocorrido na Estrada das Cambucas, no bairro Jardim Alvorada. Nas gravações, é possível ver Cristiano descendo de um carro e caminhando em direção a uma residência. Minutos depois, três veículos chegam ao local carregando os criminosos, que portavam fuzis e, aparentemente, vestiam coletes balísticos.
A ação foi rápida e violenta. Os homens cercaram Jiraya e efetuaram vários disparos, matando-o no local. A cena deixa claro o alto grau de organização e o poder de fogo utilizado no ataque.
Histórico criminoso e disputas entre facções
De acordo com investigações policiais, a vítima tinha um extenso histórico no crime organizado. Cristiano 'Jiraya' era originalmente um dissidente do grupo paramilitar que atua nas regiões de Campo Grande e Santa Cruz, comandado por Luís Antônio da Silva Braga, o 'Zinho', preso desde 2023.
Após cumprir pena no sistema prisional, Jiraya não se afastou da criminalidade. Pelo contrário, ele se integrou a outra facção, passando a fazer parte da milícia de Cabuçu, chefiada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, o 'Juninho Varão'. No momento de sua morte, ele era considerado foragido pela justiça.
Investigação em andamento
O caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Os esforços dos investigadores agora estão concentrados em identificar e localizar todos os criminosos que participaram do ataque. A execução é tratada como mais um capítulo violento na disputa territorial entre facções criminosas e milicianas que assolam a região.
O episódio evidencia a violência endêmica e a complexa rede de conflitos entre grupos paramilitares na Baixada Fluminense, levantando novamente questões sobre segurança pública e o combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro.