Drone fornece imagens cruciais para captura de bicheiro foragido no Rio de Janeiro
Imagens aéreas obtidas por um drone na manhã desta quinta-feira, 26 de setembro, foram fundamentais para a prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, um dos criminosos mais procurados do estado do Rio de Janeiro. As fotografias, capturadas com exclusividade, confirmaram que o contraventor estava escondido em uma residência na cidade de Cabo Frio, situada na Região dos Lagos.
Operação policial avança após confirmação visual
As equipes de segurança somente puderam avançar com a ação de captura após a confirmação da presença de Adilsinho no endereço, realizada através do monitoramento aéreo. Na quarta-feira, 25 de setembro, a polícia havia solicitado à Justiça um mandado de busca e apreensão para o imóvel, mas o pedido foi indeferido inicialmente. Apenas com as evidências visuais fornecidas pelo drone, a prisão pôde ser efetivada com sucesso.
Força Integrada atua em conjunto para prender criminoso
A prisão foi executada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (Ficco/RJ), composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Adilsinho era alvo de investigações há vários anos e encontrava-se foragido da Justiça, sendo considerado uma figura de alto risco para a segurança pública.
Adilsinho controla jogo do bicho e tráfico de cigarros falsos
O criminoso faz parte da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e controla diversas áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital fluminense. Além disso, ele é apontado pelas autoridades como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, um negócio ilegal que movimenta milhões de reais anualmente.
Segurança particular também é detido durante operação
Durante a ação policial, também foi preso o PM Diego Darribada Rebello de Lima, que atuava como segurança pessoal de Adilsinho. Sua prisão demonstra a extensão da rede de proteção que o bicheiro mantinha para escapar da Justiça.
Múltiplos mandados de prisão pendentes contra o contraventor
Contra Adilsinho existem pelo menos quatro mandados de prisão em aberto, que incluem:
- Na Justiça Federal, onde é acusado de chefiar a máfia dos cigarros falsificados;
- Na Justiça do Rio de Janeiro, onde responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinhos Catiri, um rival no mundo da contravenção;
- Na Justiça do Rio de Janeiro, onde é apontado como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;
- Na Justiça do Rio de Janeiro, onde responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.
Investigadores apuram envolvimento em grupo de extermínio
Além dessas acusações, a polícia está investigando se Adilsinho está envolvido em pelo menos vinte crimes cometidos por um suposto grupo de extermínio, incluindo homicídios e tentativas de assassinato. Esses crimes teriam como alvo principalmente rivais no mercado ilegal do jogo do bicho e do tráfico de produtos falsificados.
Criminoso é levado para sede da Polícia Federal
Após a captura em Cabo Frio, Adilsinho foi transportado para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde deve passar por interrogatórios e procedimentos legais. Sua prisão representa um golpe significativo contra o crime organizado no estado, destacando a importância do uso de tecnologias modernas, como drones, em operações policiais de alto risco.



