Operação Macondo: Seis colombianos foragidos de esquema de agiotagem em franquia criminosa no PI, MA e CE
Colombianos foragidos de franquia de agiotagem no PI, MA e CE

Operação Macondo desmantela franquia criminosa de agiotagem com foragidos colombianos

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) divulgou, na tarde desta quinta-feira (5), os nomes e as fotografias de seis colombianos que estão foragidos da justiça por participarem de um esquema milionário de agiotagem. Eles são alvos da segunda fase da Operação Macondo, que investiga uma organização criminosa atuante em múltiplos estados do Nordeste brasileiro.

Identificação dos suspeitos foragidos

Os investigados foram identificados pelas autoridades como:

  • Jhon Alexander Marulanda Castro
  • Carlos Luis Hernández Sánchez
  • Yaqueline Alzate Arias, conhecida como Milena
  • Marbyo Alves da Costa
  • Dany Daniel Paredes Daquilema
  • Ender Yohel Gonzalez Davila

Enquanto esses seis indivíduos permanecem foragidos, pelo menos 14 pessoas foram presas na manhã do mesmo dia, em uma ação coordenada que abrangeu diversos municípios.

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Estrutura de franquia criminosa e bloqueio de recursos

As investigações revelaram que o grupo operava como uma espécie de franquia criminosa, com uma divisão clara de tarefas e o envio do dinheiro arrecadado para um líder central. O delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, explicou que a prática da agiotagem era organizada territorialmente, similar a um modelo de franquia.

"Verificamos que a prática dessa agiotagem era como se fosse uma franquia, onde cada um tinha o território onde ia fazer o empréstimo de dinheiro", afirmou Zanatta.

Em decisão judicial, foi determinado o bloqueio de R$ 1 milhão nas contas dos investigados, com o objetivo de congelar bens e quantias que possam ter origem nas atividades ilícitas de agiotagem.

Modus operandi e crimes investigados

Segundo as autoridades, os suspeitos coagiam e exerciam domínio territorial sobre pequenos comerciantes e trabalhadores informais, aos quais emprestavam valores com juros abusivos que podiam chegar a 30% ao mês. A organização possuía uma estrutura bem definida, incluindo indivíduos responsáveis pela entrega do dinheiro, pelos empréstimos, pela cobrança das dívidas e pela contabilidade.

"Esses indivíduos presos realmente fazem parte de uma verdadeira organização criminosa, com divisão de tarefas", detalhou o delegado Matheus Zanatta.

Os crimes investigados incluem extorsão, lavagem de capitais, agiotagem e ameaça. A ação policial também visou reprimir o uso de violência física e moral contra devedores e seus familiares.

Abrangência da operação e prisões efetuadas

Das 14 prisões realizadas, 13 ocorreram em Teresina e em cidades do Norte e Sul do Piauí, enquanto uma foi efetuada em Petrolina, no estado de Pernambuco. Além das prisões, as forças de segurança cumpriram 27 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Teresina, Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante, Picos, Timon (no Maranhão) e Tianguá (no Ceará).

A Operação Macondo, realizada em 2025, tem como alvo colombianos e venezuelanos acusados de cobrar dívidas com juros exorbitantes. O grupo distribuía panfletos oferecendo empréstimos e exigia o pagamento de multas diárias que podiam atingir R$ 70, pressionando financeiramente as vítimas.

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