O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho e considerado o bicheiro mais procurado do Rio de Janeiro, foi preso nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense. A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), com o apoio crucial da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Ministério Público Federal (MPF).
Operação desmantela organização criminosa transnacional
Adilsinho, que estava foragido da justiça, é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ocorrido em outubro de 2022. Segundo informações da Polícia Federal, ele integrava a cúpula do jogo do bicho no estado e era considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Rio de Janeiro.
A prisão foi resultado de um minucioso levantamento de dados e ações de inteligência desenvolvidas no âmbito da FICCO/RJ, visando desarticular uma organização criminosa armada e transnacional. Esta rede especializava-se no comércio ilegal de cigarros, utilizando domínio territorial e imposição de violência e medo para manter suas atividades.
Detalhes do homicídio que levou à denúncia
Fabrício Alves foi brutalmente assassinado em um posto de combustíveis localizado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O crime foi executado por homens encapuzados armados com fuzis, que efetuaram catorze disparos contra a vítima. Os criminosos utilizaram camisas e balaclavas falsas da Polícia Civil como estratégia para facilitar a aproximação e a subsequente fuga do local.
Investigações posteriores revelaram que Oliveira estava sob vigilância há cinco meses, conforme demonstrado por mensagens interceptadas. As apurações indicam que o homicídio está diretamente ligado a disputas envolvendo o comércio ilegal de cigarros na região.
Rede criminosa e outras vítimas
Dois dias após o assassinato de Fabrício Alves, Fábio de Alamar, sócio da vítima em uma fábrica de gelo, também foi morto ao sair do Cemitério de Inhaúma, onde ocorria o sepultamento de Oliveira. A Polícia Civil aponta indícios de que ambas as vítimas atuavam em conjunto na venda ilícita de produtos.
No final de janeiro, a 2ª Vara Criminal aceitou a denúncia do Ministério Público, tornando réus Adilsinho e outros três indivíduos: José Ricardo Gomes Simões, suposto matador de aluguel; o policial militar Daniel Figueiredo Maia, acusado de coletar dados sobre a vítima; e Alex de Oliveira Matos, conhecido como Faraó, que teria participado diretamente da emboscada.
A captura de Adilsinho marca um avanço significativo no combate ao crime organizado no estado, destacando a atuação integrada das forças de segurança em operações de alto impacto.



