Operação policial captura Adilsinho, bicheiro mais perigoso do Rio em mansão de Cabo Frio
Uma ação integrada e coordenada entre as polícias Federal e Civil resultou na prisão, nesta quinta-feira (26), de um dos bicheiros mais perigosos e sanguinários do estado do Rio de Janeiro. Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi capturado enquanto se exercitava no quintal de uma luxuosa mansão localizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos.
O contraventor estava foragido da justiça há um ano e três meses, sendo considerado uma das figuras mais temidas do crime organizado carioca. A prisão ocorreu com Adilsinho algemado e de bruços, próximo à piscina da propriedade, marcando o fim de uma intensa caçada policial.
Histórico criminoso e acusações graves contra o bicheiro
Adilsinho é apontado pelas autoridades policiais como o líder de uma perigosa máfia envolvida na exploração do jogo do bicho e na falsificação de cigarros em fábricas clandestinas. Segundo investigações, sua organização movimenta valores impressionantes, estimados em cerca de R$ 50 milhões por mês, financiando uma rede criminosa extensa.
O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Galvão, destacou a dificuldade da operação: “Terceira tentativa de prisão, o que é muito dificultado pela proteção, sobretudo de policiais, e hoje a gente conseguiu prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho”, afirmou durante coletiva à imprensa.
Crimes violentos e mandados de prisão em aberto
Adilson Oliveira acumulava cinco mandados de prisão em aberto e é investigado em pelo menos 20 ocorrências criminais, incluindo:
- Assassinatos e tentativas de homicídio
- Sequestros e extorsões
- Exploração de trabalho análogo à escravidão
- Falsificação de produtos e contrabando
Felipe Curi, secretário de Estado de Polícia Civil, reforçou a periculosidade do criminoso: “Esse marginal é responsável por dezenas de homicídios de rivais, de desafetos, de contraventores, de integrantes da máfia do cigarro e também de alguns policiais”, declarou.
Proteção policial e contexto da prisão
Durante a captura, Adilsinho estava acompanhado por um policial militar que atuava como seu segurança particular, evidenciando o nível de proteção que dificultava as investidas das forças policiais. A operação utilizou recursos tecnológicos, incluindo imagens de drone, para localizar e monitorar o bicheiro antes da ação definitiva.
No universo da contravenção, Adilsinho defendia a criação de uma nova cúpula do jogo do bicho e, seguindo o padrão dos antigos bicheiros, havia se aproximado do mundo do samba. Há dois anos, assumiu a presidência de honra da escola de samba Salgueiro, demonstrando sua influência em diferentes esferas.
Defesa e próximos passos jurídicos
A defesa de Adilson Oliveira emitiu nota afirmando que o acusado confia na Justiça e pretende provar sua inocência perante as acusações. Enquanto isso, as polícias Federal e Civil celebram a operação bem-sucedida como um golpe significativo contra o crime organizado no estado do Rio de Janeiro.
A prisão de Adilsinho representa um marco na luta contra as organizações criminosas que atuam no jogo do bicho e no mercado ilegal de cigarros, setores que geram violência e corrupção em diversas comunidades fluminenses.



