Seis meses após três mortes em motéis de Mogi das Cruzes, casos seguem sem esclarecimento
Completados seis meses desde que três mortes foram registradas em dois motéis do distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, os casos permanecem envoltos em mistério. As investigações conduzidas pelo 4º Distrito Policial da cidade ainda não conseguiram determinar as causas dos óbitos, que ocorreram no intervalo de uma semana em setembro de 2025.
Primeiro caso: policial militar e mulher encontrados mortos
O primeiro incidente foi registrado em 13 de setembro de 2025, quando o policial militar Eduardo Silvestre, de 47 anos, e Luana Ferreira Barbosa, de 33 anos, foram encontrados sem vida na banheira de um motel localizado na avenida Lourenço de Souza Franco. Segundo o boletim de ocorrência, as vítimas deveriam ter deixado o local em um período de quatro horas, mas uma recepcionista estranhou a demora.
Ao tentar contato por telefone sem obter resposta, a funcionária foi até o quarto e descobriu os corpos. A água da banheira apresentava coloração avermelhada, embora não houvesse sinais visíveis de lesões nas vítimas. O caso gerou perplexidade na comunidade local e chamou a atenção das autoridades.
Segundo caso: homem encontrado morto e casal misterioso
Apenas uma semana depois, em 20 de setembro, Roberto Alves dos Santos Junior, de 44 anos, foi encontrado morto na banheira de outro motel, também situado em Jundiapeba, a cerca de quatro minutos a pé do primeiro estabelecimento. Ele havia chegado ao local dirigindo seu próprio carro, acompanhado por um homem e uma mulher.
De acordo com relatos, o casal que o acompanhava fugiu sem pagar a conta, aproveitando a saída de outro veículo do local aproximadamente uma hora após a entrada. Imagens de câmeras de segurança capturaram a fuga, mas as equipes policiais não conseguiram localizar os indivíduos, mesmo com monitoramento e patrulhamento nas imediações.
O responsável pelo motel, desconfiado com a atitude do casal, decidiu verificar o quarto. Ao abrir a porta, encontrou Roberto já sem vida na banheira, sem sinais aparentes de violência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito, com a Polícia Militar informando inicialmente que a causa foi parada cardiorrespiratória.
Investigações em andamento e laudos pendentes
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que "não há novidades nos casos" e que "as investigações prosseguem". Em dezembro, a SSP informou que a mulher que acompanhava Roberto foi identificada, mas não possui residência fixa, o que dificulta a localização.
Até o momento, a polícia aguarda os resultados dos exames necroscópico e toxicológico para determinar as causas das mortes. Esses laudos são considerados cruciais para esclarecer se houve envolvimento de substâncias tóxicas ou outras circunstâncias que possam explicar os três óbitos.
Os dois motéis envolvidos nos incidentes ficam na mesma avenida, levantando questões sobre possíveis conexões entre os casos. A comunidade de Jundiapeba e familiares das vítimas aguardam respostas, enquanto as investigações tentam desvendar o que realmente aconteceu naqueles dias de setembro.



