Polícia investiga sumiço de corretora em Florianópolis após uso de CPF para compras
Sumiço de corretora em Florianópolis: polícia investiga uso de CPF

Polícia Civil investiga desaparecimento de corretora no Norte da Ilha em Florianópolis

As investigações sobre o sumiço da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas avançam com descobertas alarmantes. O CPF da vítima foi utilizado para realizar compras pela internet, incluindo itens como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. O desaparecimento foi registrado na segunda-feira, dia 9 de março, e na quarta-feira, 11 de março, o corpo de uma mulher com características similares às de Luciani foi localizado.

Suspeita presa e itens apreendidos

No dia seguinte à descoberta do corpo, Ângela Maria Moro foi presa por receptação. Os produtos adquiridos com o nome da vítima foram encontrados na pousada onde a suspeita atuava como responsável. Em depoimento, Ângela negou qualquer envolvimento no desaparecimento de Luciani, alegando que os itens estavam em um apartamento desocupado após pedido de um inquilino.

Documentos da audiência de custódia detalham que "os policiais civis localizaram malas cheias de pertences, além de outros objetos adquiridos". A Polícia Civil prometeu divulgar novas informações ao longo da sexta-feira, 13 de março, mantendo o caso sob sigilo por enquanto.

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Como a polícia rastreou os itens

Segundo documentos acessados pela NSC TV, a investigação começou quando a polícia descobriu o uso do CPF da vítima para compras online. Os endereços de entrega foram monitorados, todos localizados em Florianópolis. Na quarta-feira, 11 de março, um adolescente de 14 anos foi abordado ao buscar algumas encomendas.

O rapaz afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão maior de idade. Com base nisso, os agentes foram até a pousada, onde encontraram Ângela. Em um apartamento, além dos produtos comprados com o CPF da vítima, foram achadas duas malas com pertences da corretora e seu carro, um HB20.

Depoimentos indicam que objetos da vítima teriam sido escondidos e houve tentativas de dificultar o trabalho policial. Para o Ministério Público, os fatos sugerem que o caso vai além de um crime patrimonial, apontando para possíveis motivações mais graves.

Erros gramaticais levantaram suspeitas da família

Matheus Estivalet Freitas, irmão de Luciani, relatou que ela morava sozinha e mantinha contato diário com a família. O último contato ocorreu em 4 de março. Na segunda-feira, após receber mensagens suspeitas do celular da corretora, com erros gramaticais, a família decidiu registrar o desaparecimento.

Em uma das mensagens, Luciani dizia estar bem, mas afirmava estar sendo perseguida por um ex-namorado. De acordo com o irmão, Luciani atuava como corretora e administradora de imóveis na praia do Santinho, área turística no Norte da Ilha de Florianópolis.

A investigação continua, com a polícia buscando esclarecer os detalhes deste caso complexo que envolve desaparecimento, uso indevido de documentos e possíveis crimes adicionais.

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