STJ decide por unanimidade afastar ministro Marco Buzzi em caso de assédio sexual
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou uma decisão histórica nesta terça-feira, afastando cautelarmente o ministro Marco Buzzi, que está sob investigação por acusações de assédio sexual. A medida foi aprovada por unanimidade em uma sessão extraordinária, refletindo a gravidade das alegações e o compromisso da corte com a integridade institucional.
Detalhes da decisão e procedimentos internos
Em nota oficial, o STJ esclareceu que o afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Durante este período, o ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas associadas ao cargo. A sessão contou com a presença de 27 dos 33 ministros, todos votando a favor do afastamento, demonstrando um consenso raro em casos dessa natureza.
A sindicância que investiga as acusações contra Buzzi foi instaurada na semana passada, e os ministros definiram que o resultado da apuração será analisado pelo plenário do STJ no dia 10 de março. Além disso, o magistrado também é alvo de investigações paralelas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), ampliando o escopo do caso.
Reação da defesa e contexto do caso
Em resposta às acusações, a defesa de Marco Buzzi divulgou uma nota na segunda-feira, afirmando que ele "não cometeu qualquer ato impróprio" e que isso será demonstrado nos procedimentos já em andamento. A declaração busca contestar as alegações, mas a decisão unânime do STJ sugere uma postura firme da corte diante das evidências apresentadas.
Este caso ocorre em um contexto de crescente atenção pública a questões de assédio sexual no âmbito do poder judiciário, reforçando a necessidade de transparência e responsabilidade. A decisão do STJ pode servir como um precedente importante para futuras ações similares, destacando a importância da justiça e da ética nas instituições públicas.



