Síndico que confessou assassinato de corretora é transferido para Caldas Novas com filho
Síndico que confessou crime é transferido para Caldas Novas

Síndico confessor e filho são transferidos para cidade onde ocorreu crime

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou ter assassinado a corretora Daiane Alves de Souza, e seu filho Maicon Douglas de Oliveira foram transferidos da prisão em Goiânia para a cidade de Caldas Novas, na região sul de Goiás. Os dois suspeitos estavam detidos desde o dia 28 de janeiro, e a transferência ocorreu porque a investigação do caso é de responsabilidade das autoridades policiais daquela localidade.

Detalhes da transferência e posicionamento das autoridades

As imagens da TV Anhanguera registraram o momento em que os suspeitos deixaram a Delegacia Estadual de Capturas em Goiânia, sendo conduzidos para Caldas Novas. A Polícia Civil informou ao g1 que novas informações sobre o caso da corretora Daiane serão repassadas somente após a conclusão completa do inquérito policial, que está em andamento.

De acordo com o atestado de óbito, a corretora de 43 anos morreu em decorrência de um tiro na cabeça, causado por disparo de arma de fogo. Após confessar o crime, Cleber indicou às autoridades o local exato onde abandonou o corpo da vítima: uma área de mata às margens da rodovia GO-213, aproximadamente 15 quilômetros distante de Caldas Novas.

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Contexto do crime e envolvimento dos suspeitos

O filho Maicon é investigado pela polícia sob suspeita de ter auxiliado o pai e obstruído as investigações. No entanto, a defesa técnica de Maicon emitiu uma nota pública afirmando que ele não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime, cuja autoria foi confessada exclusivamente por Cleber Rosa de Oliveira.

O escritório de advocacia que representa Cleber também se manifestou, informando que não fará declarações públicas até a conclusão do inquérito policial, mas reiterou que o síndico continua colaborando com as autoridades policiais. A defesa ainda ressaltou que Cleber aguarda a realização da audiência de custódia e que ainda não foi ouvido pelo delegado responsável pelo caso.

Recapitulação dos fatos e relação entre vítima e acusado

A corretora Daiane Alves de Souza desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer do elevador do prédio onde residia em Caldas Novas para verificar uma queda de energia no subsolo. Esse foi seu último registro em vida, captado pelas câmeras de segurança do condomínio.

Segundo investigações, Daiane e Cleber tinham histórico de conflitos relacionados à administração dos apartamentos do prédio. A família da vítima informou que o síndico responde a 12 processos judiciais envolvendo a corretora. Durante as investigações, a polícia solicitou as imagens das câmeras de segurança ao síndico, e um vídeo gravado pela própria Daiane mostra seus momentos finais antes do crime.

Cleber afirmou à polícia que a arma utilizada no crime foi jogada no rio Corumbá, na divisa entre Caldas Novas e Ipameri, próximo ao local onde o corpo foi encontrado. A corretora deixa uma filha de 17 anos, e o caso continua sob intensa apuração pelas autoridades goianas.

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