Servidor da Câmara de Palmas é investigado por extorsão após empréstimo com juros superiores a 100%
Um servidor da Câmara Municipal de Palmas, com 25 anos de idade, está sendo investigado pela prática de extorsão após realizar um empréstimo com juros que ultrapassaram a marca de 100%. Nesta sexta-feira, 20 de setembro, a Polícia Civil conduziu operações de busca e apreensão contra o suspeito, resultando também na aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, com o objetivo principal de proteger a vítima envolvida no caso.
O nome do indivíduo sob investigação não foi divulgado pelas autoridades, o que impediu que a defesa fosse localizada para comentários. Em resposta ao ocorrido, a Câmara de Palmas emitiu uma nota oficial afirmando que a instituição não compactua com esse tipo de conduta, reforçando seu compromisso com a ética e a legalidade.
Detalhes da investigação e extorsão
Segundo informações da Polícia Civil, as investigações tiveram início em maio de 2025, quando a vítima procurou o homem apontado como agiota para solicitar um empréstimo no valor de R$ 6 mil. Durante a negociação, foram estabelecidos juros superiores a 100%, elevando o débito total para R$ 12 mil, com vencimento no mês subsequente.
A vítima relatou à polícia que, na realidade, recebeu apenas R$ 5.250, com parte do valor sendo retida pelo suspeito. Além disso, ela já teria efetuado pagamentos no montante de R$ 7.400, quantia que supera o valor efetivamente recebido. Apesar desses pagamentos, as cobranças continuaram a aumentar e foram acompanhadas por ameaças graves.
Ameaças e medidas cautelares
Em julho de 2025, o investigado intensificou as intimidações, afirmando que iria apreender os móveis da vítima até 31 de dezembro daquele ano. Ele alegou a necessidade do pagamento integral do montante exigido e declarou que, caso contrário, os valores já pagos seriam considerados apenas juros, mantendo a dívida principal intacta.
A situação se agravou quando a casa da vítima começou a ser monitorada, com fotografias sendo enviadas pelo suspeito como forma de pressão. Essas conversas e ações levaram à instauração de um inquérito policial, culminando nas medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Entre as medidas impostas estão a proibição de contato e de aproximação da vítima, visando garantir sua integridade física e psicológica, além de evitar a continuidade das ameaças. O delegado Wanderson Queiroz, responsável pelo caso, esclareceu que "os elementos reunidos ao longo da investigação demonstram a imposição de grave ameaça para obtenção de vantagem econômica indevida".
Ele acrescentou que "a adoção das medidas cautelares é essencial para resguardar a vítima e assegurar o andamento regular das apurações", destacando a importância de proteger os envolvidos enquanto as investigações prosseguem.
Contexto e próximos passos
O caso chama a atenção para práticas de extorsão e empréstimos com juros abusivos, que podem levar a situações de vulnerabilidade e violência. A Polícia Civil continua a apurar os fatos, e a Câmara de Palmas reitera sua posição de não tolerar condutas ilegais por parte de seus servidores.
As autoridades incentivam a população a denunciar casos similares, reforçando a necessidade de combater crimes financeiros e proteger os cidadãos de exploração. O andamento das investigações será monitorado de perto, com possíveis novas medidas a serem tomadas conforme a evolução do caso.