O senador Magno Malta (PL-ES) protagonizou um momento de forte tensão durante a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29). Ao se referir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Malta utilizou termos como “cadáver”, “tirano” e “violador de direitos humanos”.
Críticas contundentes
Em seu discurso, Malta relembrou a sabatina do próprio Moraes, em 2017, e afirmou: “O maior violador de direitos humanos do mundo hoje, um dos top 5, chama-se Alexandre de Moraes. E fez aqui uma sabatina falando de liberdade, um verdadeiro encanto. E é um violador de direitos humanos, um verdadeiro tirano hoje, na Suprema Corte do Brasil”.
O senador continuou com ataques pessoais, declarando que o ministro “não tem sentimento, não tem empatia. Aliás, eu acho que aquilo ali é um cadáver com uma entidade numa mente de alta periculosidade. Sem qualquer simpatia ou empatia”.
Contexto da sabatina
A sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no STF, ocorria em meio a um clima político acirrado. As declarações de Magno Malta geraram reações imediatas entre os presentes e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o respeito às instituições.
Até o momento, nem Alexandre de Moraes nem o STF se pronunciaram oficialmente sobre as falas do senador. A sabatina prossegue com a expectativa de novos embates entre os membros da comissão.



