A psicóloga Aline Alves de Lima foi condenada pela Justiça a pagar uma indenização de 100 mil reais para cada membro da família do empresário e apresentador Roberto Justus. A decisão judicial é uma resposta a ofensas proferidas por Aline contra a filha de Justus, Vicky Justus, fruto de seu relacionamento com Ana Paula Siebert Justus. No entanto, a sentença ainda não pôde ser cumprida porque a ré não foi localizada pelas autoridades.
O caso das ofensas nas redes sociais
O episódio que deu origem ao processo ocorreu na rede social X (antigo Twitter). Um perfil republicou uma fotografia de Vicky Justus ao lado dos pais, segurando uma bolsa de grife avaliada em cerca de 14 mil reais. A publicação trazia a legenda "os bolcheviques estavam certos".
Foi nesse post que Aline Alves de Lima fez seu comentário, escrevendo: "Tem que matar mesmo". De acordo com os advogados da família Justus, que tiveram a petição inicial obtida pela coluna GENTE, o teor da mensagem demonstrava um desejo explícito pela morte da família. A defesa da família argumentou no processo sobre a necessidade de detalhar "o comportamento e o ódio advindos dos agressores".
A busca frustrada pela Justiça
Apesar da condenação, a psicóloga se mantém fora do alcance das autoridades. Até o momento, a Justiça já deferiu três decisões para tentar encontrá-la, totalizando nove tentativas de citação, todas custeadas pela família Justus. Diante da dificuldade, o juiz responsável pelo caso, Marco Duque Gadelho Junior, expediu um mandado para citação na hora certa.
Esse é um procedimento legal utilizado quando uma pessoa se oculta para evitar ser notificada por um oficial de justiça. A medida demonstra a complexidade em localizar a ré e dar andamento ao processo de execução da indenização.
Repercussão e andamento processual
O caso, que ganhou notoriedade no início de 2026, ilustra os desafios da Justiça em lidar com crimes cometidos no ambiente digital e em fazer com que as sentenças sejam efetivamente cumpridas. A condenação de Aline Alves de Lima visa a reparação pelos danos morais causados à família, mas a incapacidade de localizá-la deixa o desfecho em suspenso.
Os advogados da família Justus ponderaram no processo que, embora a ação busque reparação apenas contra Aline, o teor de seu comentário teve grande repercussão, tanto pela origem quanto pelas consequências que gerou. A situação permanece indefinida, aguardando que a psicóloga seja finalmente localizada para que a decisão judicial de janeiro de 2026 seja implementada.