Professor suspeito de assédio a crianças em conservatório de Uberlândia é solto
Um professor de música, de 44 anos, que estava preso pela Polícia Militar desde quinta-feira (12) sob suspeita de assediar crianças de 10 anos no Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, em Uberlândia, foi solto no sábado (14). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp).
Detalhes limitados devido ao segredo de justiça
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou ao g1 que demais informações sobre o caso não serão repassadas, já que ele tramita em segredo de justiça. O suspeito estava detido no Presídio Professor Jacy de Assis, também em Uberlândia. Seu nome não foi divulgado, e a polícia ainda não esclareceu como o assédio teria ocorrido. A reportagem tenta identificar a defesa do suspeito para obter mais detalhes.
Medidas adotadas pela Secretaria de Educação
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) afirmou que a direção do conservatório adotou imediatamente providências após tomar conhecimento do caso. O professor, que atuava em regime de contratação temporária, teve seu vínculo encerrado no mesmo dia, após a confirmação da denúncia e da prisão pelas autoridades.
A Secretaria também realizou uma reunião com os pais das alunas envolvidas. "O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), formado por profissionais de psicologia e assistência social, foi acionado para prestar acompanhamento e suporte às crianças e às famílias", disse a nota.
Posicionamento firme contra a violência escolar
A Secretaria de Estado de Educação destacou que não tolera nem admite qualquer forma de assédio ou violência no ambiente escolar. A instituição afirmou que acompanha o caso de perto e permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações em andamento. O g1 procurou novamente a SEE/MG para comentar a soltura do professor e aguarda resposta.
Este incidente levanta questões importantes sobre a segurança e proteção de crianças em instituições educacionais, especialmente em casos que envolvem segredo de justiça, o que limita o acesso público a informações detalhadas. As medidas de apoio psicológico e social implementadas buscam mitigar os impactos nas vítimas e suas famílias.



