Professor de matemática da UFRR é afastado por assédio sexual a aluna de 15 anos
Professor da UFRR afastado por assédio sexual a aluna de 15 anos

Professor de matemática da UFRR é afastado após acusação de assédio sexual a adolescente

O professor de matemática Aramuru Soares Borges, de 69 anos, foi afastado por 60 dias das atividades em sala de aula pela reitoria da Universidade Federal de Roraima (UFRR). A medida ocorre após ele ser investigado por assediar sexualmente uma aluna de 15 anos dentro do Colégio de Aplicação da instituição.

Prisão em flagrante e liberdade após fiança

Aramuru Soares Borges chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Civil, acusado do crime de assédio sexual. No entanto, como se trata de um crime afiançável, ele pagou o valor estipulado pelo delegado e foi liberado para responder ao processo em liberdade. A polícia não divulgou o montante pago como fiança.

Diante dos acontecimentos, a UFRR já havia informado que iria instaurar um processo administrativo para apuração rigorosa do caso. As investigações criminais estão sob responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Defesa do professor e alegações

Em entrevista, Aramuru disse que 'não fez por maldade' e que 'apenas brincou' com a aluna. 'Apenas falei para uma moça brincando, se eu tivesse 20 anos ia namorar com ela. Jamais imaginei que seria assédio. Nem sabia quem era a moça', afirmou o professor.

Ele ainda acrescentou: 'Me sinto injustiçado, e mesmo envergonhado por algo que não fiz por maldade', expressando confiança 'na honestidade e veracidade dos fatos e das minhas informações'. Aramuru destacou sua trajetória: 'Nunca imaginei passar o que estou passando aos 70 anos de idade e 50 anos dedicado a educação roraimense'.

Medidas de proteção e investigações em andamento

A Polícia Civil informou que, no dia da prisão, pediu à Justiça que Aramuru fosse afastado das atividades nas salas de aula, medida que já foi implementada pela UFRR. Para preservar a identidade da adolescente, a polícia não divulgou outros detalhes da ocorrência, atendendo a pedido da família.

O caso segue sob investigação tanto no âmbito administrativo da universidade quanto no criminal, com foco na proteção dos direitos da vítima e na apuração completa dos fatos.