Polícia do RS quer prorrogar prisão de suspeito no caso da família Aguiar desaparecida
Polícia quer prorrogar prisão de suspeito no caso família Aguiar

Polícia do Rio Grande do Sul busca prorrogar prisão de suspeito no caso da família Aguiar

A polícia civil do Rio Grande do Sul está se preparando para solicitar a prorrogação da prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito no desaparecimento da família Aguiar, ocorrido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O mandado judicial, que expira na próxima semana após 30 dias de vigência desde a prisão em 10 de fevereiro, pode ser estendido devido à complexidade das investigações.

Detalhes do desaparecimento e investigação

Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, foi vista pela última vez em 24 de janeiro, enquanto seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, desapareceram no dia seguinte. O delegado Anderson Spier, responsável pelo caso, confirmou que a polícia vai pedir a prorrogação da prisão temporária de Cristiano, citando a necessidade de analisar uma grande quantidade de dados e informações cruciais para complementar as diligências. "Em razão de ainda termos muitos dados para analisar e muitas informações importantes que precisam chegar para complementar as diligências, nós iremos provavelmente pedir a prorrogação da prisão temporária. Ainda esta semana", explicou o delegado.

A defesa de Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, não se manifestou até o momento, conforme apurado pela reportagem. Com mais de um mês desde os desaparecimentos, a polícia praticamente descarta a possibilidade de encontrar a família com vida, tratando o caso como feminicídio contra Silvana e duplo homicídio dos pais. A investigação já ouviu mais de 30 pessoas e aponta Cristiano como o único suspeito, com a relação conturbada entre ele e a ex-esposa, marcada por divergências sobre a criação do filho do casal.

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Linha do tempo dos eventos

Os principais acontecimentos do caso incluem:

  • Antes do sumiço: Em 2 de janeiro, Silvana solicitou o contato do Conselho Tutelar em um grupo de mensagens, e em 9 de janeiro, ela registrou que o ex-marido desrespeitava as restrições alimentares do filho.
  • Fim de semana dos desaparecimentos: Em 24 de janeiro, Silvana postou nas redes sociais sobre um acidente em Gramado, que a polícia afirma nunca ter ocorrido, sendo uma tentativa de despiste. Câmeras de segurança registraram movimentações atípicas de veículos em sua residência naquela noite.
  • 25 de janeiro: Os pais de Silvana saíram para procurá-la após alertas de vizinhos, visitaram a delegacia e depois a casa do ex-genro, Cristiano, que alegou estar preparando o almoço e prometeu ajudar mais tarde. Horas depois, foram vistos entrando em um carro não identificado e não foram mais localizados.
  • Início das investigações: As ocorrências foram registradas em 27 e 28 de janeiro, com Cristiano comunicando o sumiço de Silvana. Em 1º de fevereiro, ele enviou uma foto da casa dos sogros, e em 3 de fevereiro, um projétil de arma de fogo foi encontrado no pátio da residência dos idosos.
  • Perícias e prisão: Em 5 de fevereiro, vestígios de sangue foram coletados na casa de Silvana. O celular dela foi encontrado em 7 de fevereiro, escondido em um terreno baldio. Em 10 de fevereiro, Cristiano foi preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico revelar movimentações suspeitas, incluindo tentativas de interferir na investigação.
  • Desenvolvimentos recentes: Em 13 de fevereiro, o suspeito e sua atual companheira se recusaram a fornecer senhas de aparelhos. Em 20 de fevereiro, Cristiano prestou depoimento em silêncio, e a polícia confirmou que o mesmo carro entrou duas vezes na residência de Silvana no dia do desaparecimento, sem identificação da placa. Em 24 de fevereiro, a perícia mostrou que o celular de Silvana nunca esteve em Gramado, contradizendo a postagem nas redes sociais.

O caso completou um mês em 24 e 25 de fevereiro, com Silvana sendo considerada a 20ª vítima de feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026. A polícia continua analisando evidências e busca justiça para a família Aguiar, enquanto a comunidade de Cachoeirinha aguarda respostas sobre esse trágico desaparecimento.

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