Justiça do DF nega habeas corpus a piloto acusado de matar adolescente após briga por chiclete
Piloto tem habeas corpus negado após morte de adolescente no DF

Justiça mantém piloto preso após morte de adolescente em briga por chiclete no Distrito Federal

A Justiça do Distrito Federal negou, nesta quinta-feira (12), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. O jovem está detido no Centro de Detenção Provisória da Papuda desde o dia 2 de setembro, acusado pelo Ministério Público do DF de homicídio doloso qualificado por motivo fútil.

Adolescente morre após agressão que começou com discussão por goma de mascar

A vítima, Rodrigo Castanheira, de apenas 16 anos, faleceu no último sábado (7) após permanecer por 16 dias em coma induzido em um hospital particular de Águas Claras. O adolescente sofreu traumatismo cranioencefálico grave durante uma briga com o piloto após uma festa em Vicente Pires, na madrugada de 23 de janeiro.

Segundo as investigações, a discussão teria começado por causa de um chiclete. Durante a agressão, Rodrigo levou uma sequência de socos, caiu e bateu a cabeça na porta de um carro. O impacto causou danos cerebrais tão severos que o jovem teve uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos no local.

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Juiz determina cela isolada para proteger integridade física do acusado

O magistrado responsável pelo caso não apenas negou o pedido de liberdade, como também determinou que Pedro Turra continue em uma cela isolada no CDP da Papuda. A medida foi tomada devido ao risco à integridade física do acusado, considerando a grande exposição midiática do caso e a comoção pública gerada pela morte do adolescente.

Em sua decisão, o juiz rejeitou os argumentos da defesa, que alegava não haver motivos para considerar insuficientes as medidas cautelares já aplicadas. Os advogados do piloto pediam que "Pedro tenha direito ao contraditório, provas, sem que sua liberdade seja sacrificada", mas tiveram o recurso negado.

Quadro médico evoluiu para perda irreversível das funções cerebrais

O Hospital Brasília Águas Claras, onde Rodrigo estava internado, emitiu uma nota confirmando que, "apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais". O adolescente não resistiu aos ferimentos e faleceu após mais de duas semanas de luta pela vida.

A defesa de Pedro Turra divulgou uma nota no mesmo dia do falecimento, afirmando que a família do piloto "lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira". Os advogados do acusado optaram por não se manifestar após a decisão judicial que negou o habeas corpus.

Quatro denúncias anteriores contra o piloto vêm à tona

Além do caso que resultou na morte de Rodrigo, a Polícia Civil investiga outras quatro denúncias envolvendo Pedro Turra, que vieram à tona após a repercussão do episódio fatal. As investigações incluem:

  • Agressão em janeiro contra o adolescente de 16 anos (caso principal)
  • Briga em uma praça de Águas Claras em junho de 2025, registrada naquele mês
  • Denúncia de uma jovem que afirma ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica quando era menor de idade
  • Agressão contra um homem de 49 anos durante uma briga de trânsito

Inicialmente, Pedro Turra havia sido preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois, considerando a gravidade dos fatos e o risco à ordem pública. As novas denúncias reforçaram a decisão de mantê-lo preso enquanto as investigações avançam.

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