Piloto da Latam preso em Congonhas por suspeita de abusar de crianças é demitido pela companhia
A Latam Airlines comunicou oficialmente nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, a demissão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos. A decisão ocorre após a prisão do profissional na última segunda-feira, 9 de fevereiro, quando ele foi retirado de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Lopes é apontado pelas investigações como o principal operador de uma rede criminosa dedicada ao aliciamento de menores para abusos sexuais, com atividades que já duram, pelo menos, oito anos.
Investigação detalha rede de aliciamento com múltiplas vítimas
As investigações da Polícia Civil de São Paulo tiveram início em outubro do ano passado e já conseguiram identificar ao menos dez vítimas do piloto. Segundo as apurações, Lopes recrutava meninas em regiões de maior vulnerabilidade social e as levava para motéis na capital paulista. Para burlar a vigilância, ele apresentava documentos falsos que permitiam a entrada das menores nos estabelecimentos.
O homem é acusado de cometer estupros, além de filmar os crimes e compartilhar as imagens em grupos de WhatsApp. "As imagens que temos são de outro mundo, não esperamos isso de um ser humano", declarou o secretário de Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, em coletiva à imprensa.
Latam adota política de tolerância zero e colabora com autoridades
Em nota oficial, a Latam Airlines afirmou que Sérgio Antônio Lopes não faz mais parte do quadro de funcionários da empresa. "A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações", destacou o comunicado.
A demissão ocorre no contexto de uma operação policial que também resultou na prisão de uma mulher de 55 anos, suspeita de receber pagamentos do piloto pelo aliciamento de suas três netas, com idades de 8, 10 e 14 anos. Ambos os detidos enfrentam uma série de acusações graves, incluindo:
- Estupro de vulnerável
- Favorecimento à prostituição infantil
- Abuso sexual infantojuvenil
- Produção e compartilhamento de pornografia ilegal
- Aliciamento de crianças e adolescentes
- Stalking (perseguição reiterada)
- Uso de documento falso
- Coação no curso do processo
As autoridades continuam as investigações para identificar possíveis outros envolvidos e localizar mais vítimas dessa rede criminosa que operava há anos na região metropolitana de São Paulo.



