Pastor é preso por chefiar quadrilha que assaltou presidente do STJ da Bolívia em Guarujá
Pastor preso por chefiar quadrilha que assaltou presidente boliviano

Pastor é preso por chefiar quadrilha que assaltou presidente do STJ da Bolívia em Guarujá

Alex Tomaz Campos, de 38 anos, suspeito de chefiar uma quadrilha que assaltava moradores em frente às residências em Guarujá, no litoral de São Paulo, pregava como pastor em uma igreja da cidade, segundo a Polícia Civil. A corporação aponta que ele é participante do assalto a Romer Saucedo Gómez, presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Bolívia, ocorrido em dezembro de 2025.

Detenção e investigação da quadrilha

Alex foi preso na quarta-feira (25) com outros dois suspeitos durante investigação da Delegacia Sede de Guarujá, que apurou assaltos com o mesmo modus operandi. Eles foram detidos após perseguição, e armas foram apreendidas. De acordo com a Polícia Civil, Alex é apontado como peça central dos crimes, responsável por recrutar e selecionar integrantes, conduzir o grupo ao ponto escolhido com um carro, e pela logística e fuga. Aos agentes, ele afirmou ser motorista de aplicativo e se apresentou como líder religioso.

Assalto ao presidente boliviano

A quadrilha chefiada por Alex seria responsável pelo assalto a Romer Saucedo Gómez, em frente a um hotel na Rua Leonor da Silva Quadros, no Jardim Centenário, em 6 de dezembro de 2025. Alex e outros dois suspeitos foram ao local e anunciaram o assalto, levando um relógio de pulso, dois celulares, a chave de um veículo, uma quantia em dinheiro do presidente, além de pertences da família e de outras pessoas no ponto. A Prefeitura de Guarujá informou que não foi comunicada sobre a estadia de Gómez, indicando que ele não esteve na cidade em visita oficial, mas em viagem de lazer.

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Outros integrantes e prisões

Além de Alex, a polícia prendeu Luís Felipe Pereira e Guilherme Vinicius Santos, de 20 e 28 anos, respectivamente, por suspeita de integrarem a quadrilha. Armas e celulares foram apreendidos. Uma vítima reconheceu Alex como participante em um dos casos, registrado por imagens de monitoramento. Em uma ocorrência, uma das vítimas reagiu e perseguiu os criminosos, que conseguiram fugir.

Fuga e apreensões

Os investigadores foram à casa da mãe de Alex e encontraram o carro apontado como utilizado no crime. Ao tentar a abordagem, os criminosos aceleraram e fugiram, com um deles pulando do veículo em movimento e apontando uma pistola para os agentes. Um caminhão colidiu com o carro, levando à detenção de Alex e Guilherme no veículo, e Luís Felipe, que tentou fugir, também foi detido. Um quarto suspeito escapou e é procurado. Guilherme era procurado por tráfico de drogas e Alex por roubo. Os suspeitos foram levados à delegacia, com o caso registrado como associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

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