Mulher investigada por tráfico de drogas morre dentro de cela do Ciosp em Macapá
Uma morte sob circunstâncias ainda não esclarecidas ocorreu na tarde desta sexta-feira, dia 20, no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) localizado no bairro Pacoval, em Macapá. A vítima foi identificada como Maria Rosinilda Pantoja Sena, de 33 anos, que havia sido detida horas antes pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Detenção e investigação prévia
Segundo informações oficiais da polícia, a prisão de Rosinilda aconteceu no Igarapé da Fortaleza, em Santana, região metropolitana de Macapá. A mulher era alvo de investigações por suspeita de tráfico de drogas e possível envolvimento com as atividades de uma organização criminosa que atua no estado do Amapá.
O delegado Estéfano Santos, titular da Draco, relatou que durante a prisão, a suspeita tentou destruir seu aparelho celular, primeiro quebrando e depois jogando o objeto fora. No entanto, os agentes policiais conseguiram recuperar o dispositivo. "O cumprimento do mandado ocorreu normalmente, a não ser o fato de ela tentar se desfazer do aparelho celular", explicou o delegado.
Ausência de queixas de saúde
De acordo com o relato das autoridades, em nenhum momento a detida informou estar se sentindo mal ou ter ingerido qualquer substância ilícita. "Não foi relatado por ela nenhuma situação envolvendo ingestão de drogas, nem para os agentes nem para o médico da Politec que fez o exame de corpo de delito", afirmou Estéfano Santos.
Após os procedimentos padrão, Maria Rosinilda foi encaminhada para o Ciosp do Pacoval, onde aguardava audiência de custódia, conforme determina a legislação brasileira.
Descoberta do óbito e investigações em andamento
Por volta do fim da tarde, a equipe de plantão na delegacia encontrou a mulher sem sinais vitais dentro da cela. A Polícia Científica do Amapá (PCA) foi acionada imediatamente para realizar a perícia no local e proceder com a remoção do corpo.
O delegado esclareceu que somente através de exames mais detalhados será possível determinar a causa exata da morte. "A gente só tomou conhecimento através do exame necroscópico, que relatou que havia papelotes no estômago da presa, mas não se sabe ainda se de fato era droga ou se era algum papel qualquer que estava dentro do estômago", finalizou Santos.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Amapá, que busca esclarecer todos os aspectos relacionados à detenção e ao falecimento da investigada. As investigações incluem análise do celular apreendido e dos possíveis vínculos de Rosinilda com a organização criminosa mencionada nas investigações.



