Mestre de capoeira assassinado em Niterói: polícia investiga execução após tentativa de homicídio
Mestre de capoeira assassinado em Niterói: polícia investiga

Mestre de capoeira é assassinado em Niterói após tentativa de homicídio

O corpo do mestre de capoeira Paulo César da Silva Souza, de 65 anos, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá, começou a ser velado nesta sexta-feira (20) no cemitério Parque da Colina, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A vítima foi morta a tiros na quarta-feira (18), em um crime que chocou a comunidade local e os praticantes da capoeira.

Investigação em andamento

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí está investigando os autores e a motivação do assassinato. Os policiais estão analisando vídeos de câmeras de segurança já em posse da corporação e realizando diligências para identificar os criminosos. O inquérito sobre a tentativa de homicídio, ocorrida dois dias antes, também foi encaminhado para a DH.

Detalhes do crime

Paulo César estava no banco do carona de um veículo, dirigido por sua companheira, quando foi atacado. O casal parou o carro no cruzamento da Rua Sete de Setembro com a Rua Lemos Cunha, uma das vias mais movimentadas de Icaraí. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram do lado do carona e efetuaram disparos à queima-roupa.

A vítima foi atingida por três tiros. Os criminosos fugiram imediatamente após o ataque. Moradores relataram ter ouvido os disparos e visto o desespero da motorista tentando pedir ajuda. A perícia foi realizada no local, que fica a poucos metros da 77ª DP (Icaraí).

Tentativa de homicídio anterior

Dois dias antes da execução, na segunda-feira (16), Paulo César sofreu um atentado a tiros. Ele caminhava com sua namorada na praia das Flexas quando um homem se aproximou e colocou uma arma em sua nuca. A arma estalou três vezes, mas não disparou, permitindo que ele escapasse ileso. O caso foi registrado na 77ª DP, e o suspeito fugiu em uma motocicleta.

Reações e luto

A irmã da vítima, Adriana Possobom, lamentou a morte do mestre Sabiá e afirmou que não sabe quem pode ter cometido o crime. "Meu irmão era uma pessoa muito especial, muito querido por todos. Ele não tinha, que a gente soubesse, nenhum desafeto", relatou ela.

Simone Lage, nutricionista e aluna de Sabiá, expressou sua comoção: "Ele viajava o mundo todo levando a cultura da capoeira e estamos todos chocados porque a gente não consegue entender esta violência com uma pessoa que era muito da paz".

A polícia continua as investigações para esclarecer os fatos e prender os responsáveis por este trágico assassinato que tirou a vida de um respeitado mestre de capoeira.