Mãe é absolvida por matar companheiro após flagrar assédio à filha em Belo Horizonte
Mãe absolvida por matar companheiro após assédio à filha

Mãe é absolvida por matar companheiro após flagrar assédio à filha em Belo Horizonte

Uma mãe acusada de assassinar o companheiro depois de flagrá-lo assediando sua filha de 11 anos foi absolvida pelo Tribunal do Júri de Belo Horizonte nesta terça-feira, 24 de setembro. O conselho de sentença considerou a mulher inocente, e a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti julgou a denúncia completamente improcedente, encerrando o caso judicial.

Detalhes do crime que chocou a capital mineira

Segundo as investigações do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada do dia 11 de março de 2025, no bairro Taquaril, localizado na Região Leste da capital mineira. A vítima, um homem de 47 anos, mantinha um relacionamento amoroso com a ré há algum tempo. De acordo com a acusação original, a mulher teria colocado um medicamento na bebida do companheiro após testemunhar ele assediando sua filha menor dentro da própria residência.

Em seguida, conforme a denúncia, ela esperou que o homem adormecesse para atacá-lo violentamente com uma faca e um pedaço de madeira. O Ministério Público detalhou ainda que a acusada "cortou o órgão genital da vítima, enquanto ela ainda se encontrava viva, e, por fim, ateou fogo no corpo dela". A denúncia também apontou que a mulher chamou um adolescente para ajudá-la a arrastar o corpo até uma área de mata próxima, onde ocorreram a mutilação e a incineração dos restos mortais.

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Denúncia considerada improcedente pelo tribunal

O Ministério Público havia apresentado uma denúncia formal por homicídio qualificado com base em motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de destruição de cadáver e corrupção de menor. No entanto, durante o julgamento perante o Tribunal do Júri, os jurados afastaram todas essas acusações contra a ré, considerando as circunstâncias específicas do caso.

Após a decisão unânime do conselho de sentença, a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti avaliou que não havia qualquer fundamento legal para manter a denúncia e, consequentemente, absolveu integralmente a mulher, que estava presa preventivamente desde a data do ocorrido. A decisão judicial encerra o processo e liberta a ré, que agora não responderá mais pelos crimes anteriormente imputados.

O caso gerou grande repercussão na comunidade local e levantou debates sobre as circunstâncias extremas que podem levar a atos de violência em contextos familiares. A absolvição pelo Tribunal do Júri reflete a consideração dos jurados sobre os elementos apresentados durante o julgamento, incluindo o contexto de proteção materna diante do assédio infantil flagrado.

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