Último acusado pela morte do juiz Alexandre Martins será julgado após 23 anos do crime
Último acusado por morte de juiz será julgado após 23 anos

Último acusado pela morte do juiz Alexandre Martins será julgado após 23 anos do crime

Quase 23 anos após o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira será julgado nesta quinta-feira, 12 de setembro, no Tribunal de Justiça do Espírito Santo. O julgamento está marcado para as 9h, em Vitória, e marca o desfecho de um caso que se arrastou por mais de duas décadas devido a uma série de recursos apresentados pela defesa.

Histórico do caso e contexto do crime

Alexandre Martins nasceu no Rio de Janeiro, mas construiu sua carreira como magistrado no Espírito Santo. Ele foi assassinado em março de 2003, em Vila Velha, quando saía de uma academia no bairro Itapoã. Na época, o juiz tinha 32 anos e integrava uma missão especial de combate ao crime organizado no estado, o que o tornou alvo de ameaças de morte desde 2001.

O crime ocorreu quando Alexandre foi abordado por dois jovens armados. Após levar um tiro no peito, ele tentou sacar sua própria arma, mas caiu e foi atingido por outros disparos no ombro e na cabeça. Inicialmente, os autores confessaram o assassinato alegando um latrocínio, mas a acusação sustenta que se tratou de um crime de mando, com indícios que contestam a versão de assalto.

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Acusações e andamento processual

Segundo o Ministério Público, Antônio Leopoldo Teixeira responde por homicídio qualificado por motivo torpe, cometido mediante promessa de recompensa. Dos dez acusados de participação no crime, incluindo mandantes, intermediários e executores, ele é o único que ainda não foi julgado. A defesa afirma que Leopoldo é inocente e pretende demonstrar falhas na investigação durante o julgamento.

Desde 2003, nove pessoas já foram julgadas, com oito condenadas por participação no assassinato. As penas variaram de 8 a 25 anos de prisão, e todos os condenados já não respondem mais pela morte do juiz, incluindo um que foi assassinado a tiros em 2020. A última condenação relacionada ao caso ocorreu em agosto de 2015, há mais de dez anos.

Detalhes do julgamento no Tribunal de Justiça

O julgamento de Leopoldo será realizado em uma sessão pública no Tribunal Pleno do TJES, na Enseada do Suá, em Vitória. Participam desembargadores que analisam o processo e votam pela condenação ou absolvição do réu. Durante a sessão, o relator apresenta um histórico do caso e as provas, seguido por sustentações orais do Ministério Público e da defesa.

Não haverá oitiva de testemunhas, pois toda a fase de instrução, incluindo depoimentos e análise de provas, já foi concluída antes do julgamento. Caso haja condenação, os desembargadores podem divergir sobre o tempo de pena, e o resultado final será definido a partir de uma média das penas apresentadas nos votos.

Este julgamento representa um marco na busca por justiça para um crime que chocou o Espírito Santo e destacou os riscos enfrentados por magistrados no combate ao crime organizado. A comunidade aguarda ansiosamente o desfecho deste longo processo judicial.

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