Irmão de corretora assassinada por síndico revela detalhes chocantes do crime em Caldas Novas
Irmão de corretora assassinada por síndico desabafa sobre crime

Irmão de corretora assassinada por síndico revela detalhes chocantes do crime em Caldas Novas

O irmão da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, brutalmente assassinada pelo síndico do prédio onde residia em Caldas Novas, Goiás, desabafou publicamente sobre as circunstâncias do crime. Em entrevista exclusiva à TV Anhanguera, Arnaldo Alves Souza expressou sua indignação ao analisar o vídeo divulgado pela Polícia Civil, que evidencia a organização e premeditação do crime por parte do síndico Cléber Rosa de Oliveira.

Vídeo recuperado desmente versão inicial do síndico

Arnaldo destacou que as imagens gravadas no celular da vítima, recuperado após 41 dias dentro de uma caixa de esgoto, comprovam que o síndico mentiu consistentemente sobre os fatos. "O vídeo é difícil de assistir, mas é fundamental para esclarecer como tudo aconteceu", afirmou o irmão, acrescentando que a nova prova pode impactar significativamente na pena do acusado.

O crime ocorreu no dia 17 de dezembro de 2025, quando Daiane foi ao subsolo do prédio para verificar o padrão de energia de seu apartamento. No vídeo, ela é vista encontrando o síndico e comentando sobre problemas de energia, momentos antes do ataque brutal que interrompeu a gravação.

Defesa do síndico mantém silêncio sobre detalhes do caso

Em nota oficial, a defesa de Cléber Rosa de Oliveira afirmou que o acusado "está à disposição da Justiça e continuará colaborando com as investigações". Os advogados ressaltaram que não comentarão as circunstâncias específicas do caso por estar sob segredo de Justiça, mantendo uma postura reservada diante das novas evidências.

Inicialmente, o síndico havia relatado à Polícia Civil que teria entrado em luta corporal com a corretora, resultando em um disparo acidental. Porém, com a recuperação do vídeo do celular da vítima, os investigadores descartaram completamente essa versão dos fatos.

Crime classificado como homicídio triplamente qualificado

Cléber foi preso no dia 28 de janeiro e, segundo informações da polícia, responderá por homicídio triplamente qualificado, com agravantes de motivação torpe, meio cruel e emboscada, além do crime de ocultação de cadáver. Arnaldo Alves Souza não poupou críticas ao acusado: "Eu não sei como que não pode ser uma pena maior pelo que ele fez. Porque ele premeditou tudo, organizou tudo, mentiu para todo mundo, mentiu para a família dele, mentiu para o pessoal do condomínio, mentiu para a polícia".

Histórico de conflitos antecedeu o crime fatal

As investigações revelaram que os atritos entre o síndico e a corretora começaram quando Cléber perdeu a administração de seis apartamentos para Daiane, propriedades que pertenciam à família da corretora. Câmeras de segurança do condomínio registraram uma discussão acalorada entre eles em fevereiro de 2025, onde Daiane alegou ter sido agredida pelo síndico.

Segundo a família da vítima, o síndico responde atualmente a 12 processos judiciais envolvendo a corretora, indicando um histórico prolongado de conflitos que culminou no trágico desfecho. O delegado responsável pelo caso destacou que esses atritos constantes teriam sido a motivação principal para o crime.

Arnaldo finalizou sua declaração caracterizando o ataque como "cruel" e "brutal" contra uma pessoa inocente, reforçando a necessidade de justiça para sua irmã e toda a família enlutada pelo ocorrido em Caldas Novas.