Suspeito joga mala com R$ 429 mil pela janela durante operação da PF em Balneário Camboriú
Homem joga mala de dinheiro pela janela durante operação da PF

Operação da Polícia Federal em SC tem cena inusitada com dinheiro voando pela janela

Uma cena digna de filme de ação foi registrada pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, realizada nesta quarta-feira (11) em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Quando os agentes chegaram a um edifício de luxo no centro da cidade para cumprir mandados de busca e apreensão, testemunharam um episódio surpreendente: uma mala contendo R$ 429 mil em cédulas foi arremessada do 30º andar, com notas se espalhando pelo prédio vizinho.

Dinheiro cai do céu durante investigação sobre fundo de previdência

As imagens capturadas pelos policiais federais mostram o momento em que as cédulas voam pela janela e caem desordenadamente. A polícia recolheu todo o dinheiro e apreendeu a mala, que ficou destruída com o impacto. A investigação apurou que o autor do ato foi Igor Paganini, morador do apartamento de onde o dinheiro foi jogado. Curiosamente, Paganini não era alvo inicial da operação – a PF estava no local para cumprir mandado contra outra pessoa, suspeita de lavar dinheiro para o grupo investigado.

Com a flagrante tentativa de descarte de provas, Igor Paganini passou a ser investigado e teve seu celular apreendido. O prédio onde ocorreu o incidente foi construído pela família do suspeito, conforme apurou a TV Globo.

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Investigação envolve R$ 1 bilhão do Rioprevidência

A operação faz parte das investigações sobre o investimento de quase R$ 1 bilhão feito pelo Rioprevidência – fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio – no Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, nove aplicações realizadas entre 2023 e 2024 colocaram em risco o dinheiro de aproximadamente 235 mil aposentados e pensionistas.

A Operação Barco de Papel já havia levado à prisão do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e dos gêmeos Rafael e Rodrigo Schmitz. Eles são acusados de tentar ocultar provas e obstruir as investigações. Nesta nova fase, além de Balneário Camboriú, mandados foram cumpridos em Itapema, município vizinho, onde os agentes apreenderam documentos e dois carros de luxo.

Desdobramentos e posicionamentos

A polícia já identificou que um dos veículos apreendidos pertence a uma empresa dos gêmeos Schmitz e era utilizado pelo ex-presidente do Rioprevidência. Agora, os investigadores buscam determinar a origem do dinheiro que foi jogado pela janela do banheiro.

O Rioprevidência emitiu nota afirmando que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e garantiu que o pagamento a aposentados e pensionistas não está ameaçado. Já Igor Paganini não respondeu aos contatos do Jornal Nacional para se manifestar sobre o caso.

A cena incomum do dinheiro sendo arremessado de um apartamento de alto padrão ilustra dramaticamente as tentativas de obstrução à justiça que têm marcado esta investigação de grande repercussão nacional.

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