PF desarticula quadrilha suspeita de fraudes de R$ 500 milhões contra a Caixa em operação nacional
Fraudes de R$ 500 mi contra Caixa: PF prende 14 em operação nacional

Polícia Federal desmantela rede criminosa suspeita de fraudes bilionárias contra a Caixa Econômica

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax, uma ação de grande envergadura destinada a desarticular um sofisticado esquema nacional de fraudes bancárias que teria causado prejuízos milionários à Caixa Econômica Federal. A operação resultou na prisão de 14 indivíduos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com mandados judiciais sendo cumpridos simultaneamente em diversas localidades.

Prisões em Limeira e região de Campinas

Na cidade de Limeira, interior de São Paulo, dois residentes foram detidos pelas forças policiais. Paulo Junior Ferraz, de 41 anos, foi preso em sua residência, localizada no bairro Fazenda Itapema. Durante a busca, os agentes apreenderam dois celulares e três máquinas de cartão de crédito. A segunda detida foi Sarah Tais Barbosa, de 36 anos, moradora do Jardim Colina Verde.

Na região metropolitana de Campinas, em Americana, a PF prendeu Rivaldo José de Oliveira Zumbaio, de 53 anos, em seu apartamento no Jardim Ipiranga. No local, foram confiscados um notebook e um celular. O trio foi submetido a audiência de custódia na 2ª Vara Federal de Piracicaba, que homologou a legalidade das prisões pelo crime de estelionato.

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Esquema criminoso e investigações detalhadas

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Federal, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais complexas para ocultar a origem de recursos ilícitos. A operação fraudulenta contava com a participação de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas de valores vultosos.

Posteriormente, os montantes desviados eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, uma estratégia deliberada para dificultar o rastreamento pelas autoridades. As estimativas iniciais indicam que as fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões, configurando um dos maiores esquemas do gênero já desbaratados no país.

Principais alvos e foragidos

O principal alvo da operação é identificado como Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, residente em Americana e conhecido pelo apelido de Ralado. O suspeito, que não foi encontrado em seu domicílio no condomínio Terras do Imperador, encontra-se foragido da justiça. De acordo com o delegado da PF em Piracicaba, Henrique Souza Guimarães, ele era o responsável por toda a orquestração do sistema criminoso.

Outro nome de destaque é Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, também alvo dos mandados judiciais. As investigações tiveram início em 2024, quando foram identificados indícios consistentes de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas em larga escala.

Crimes imputados e possíveis penas

Os investigados poderão responder por uma série de crimes graves, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas associadas a essas infrações, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão, conforme destacado pelas autoridades policiais.

A Polícia Federal ressaltou que a operação ainda está em andamento, com diligências complementares sendo realizadas para aprofundar as investigações e identificar possíveis colaboradores ou beneficiários do esquema fraudulento.

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