Farmacêutico é preso em flagrante por venda ilegal de remédios psiquiátricos e para emagrecer em Bragança Paulista
Um farmacêutico de 53 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira, 20 de setembro, suspeito de vender remédios psiquiátricos e para emagrecer sem receita médica, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. A prisão ocorreu durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, que visavam uma farmácia no bairro Jardim São Lourenço, de propriedade do acusado.
Irregularidades constatadas durante a operação policial
No local, policiais civis e fiscais da Vigilância Sanitária identificaram diversas irregularidades, incluindo a comercialização de produtos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a realização de aplicações de injetáveis fora das normas técnicas estabelecidas. Mais de 150 caixas de produtos foram apreendidas durante a operação, evidenciando a escala das atividades ilegais.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o farmacêutico, identificado como Jailton Mazzola Gonçalves de Lima, também era suspeito de vender substâncias classificadas como psicotrópicas e entorpecentes, conforme regulamentação da Anvisa. Além disso, foram encontrados registros de aplicações de enzimas em clientes, uma prática considerada irregular e potencialmente perigosa para a saúde pública.
Histórico criminal e prisão anterior do acusado
De acordo com as autoridades, Jailton Mazzola Gonçalves de Lima já havia sido preso em 2020, em outra operação policial, por envolvimento na venda ilegal de anabolizantes. Esse histórico criminal contribuiu para a gravidade das acusações atuais, que incluem os crimes de tráfico de drogas e falsificação e adulteração de produtos terapêuticos e medicinais.
Após a prisão em flagrante, o farmacêutico passou por audiência de custódia nesta sexta-feira, e a Justiça determinou a manutenção da prisão, considerando os riscos à sociedade e a reincidência nas atividades ilícitas. Celulares do dono da farmácia também foram recolhidos, e mensagens encontradas nos aparelhos indicam vendas frequentes de medicamentos controlados sem prescrição médica, reforçando as evidências contra ele.
Impacto na saúde pública e medidas de fiscalização
A operação destacou os riscos associados à venda ilegal de medicamentos, que pode levar a sérios problemas de saúde, dependência e até mortes devido ao uso inadequado de substâncias controladas. A Vigilância Sanitária e a Polícia Civil reforçam a importância da fiscalização contínua para coibir práticas irregulares em farmácias e estabelecimentos de saúde.
Em resposta ao caso, as autoridades alertam a população sobre os perigos de adquirir medicamentos sem receita médica e enfatizam a necessidade de denúncias para combater o comércio ilegal de remédios. A defesa de Jailton Mazzola Gonçalves de Lima foi procurada para comentar o caso, mas ainda não se manifestou publicamente.



