Ex-nora é presa em SC por envolvimento na morte de casal de pastores no Tocantins
Ex-nora presa por morte de pastores no Tocantins

Ex-nora é presa em Santa Catarina por envolvimento na morte de casal de pastores no Tocantins

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou o duplo homicídio qualificado do casal de pastores Dorvalino das Dores da Silva e Francilene de Souza Reis e Silva, ocorrido em junho de 2025. Segundo as investigações, o crime foi articulado pela ex-nora, identificada apenas pelas iniciais J.A.M., que não aceitava o término do relacionamento com o filho das vítimas e queria fazer o ex-marido sentir a mesma dor.

Detalhes do crime planejado

Dorvalino e Francilene foram assassinados no dia 17 de junho de 2025, no assentamento Pericatu, zona rural de Pium, no Tocantins. Eles foram encontrados com marcas de tiros na cabeça, dentro da própria residência. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) destacou que o crime foi premeditado, minuciosamente planejado, com divisão de funções entre os envolvidos, reconhecimento prévio do local e tentativa de ocultação por meio da criação de álibi, motivado por vingança.

Seis pessoas foram indiciadas no caso. A principal articuladora, J.A.M., está presa desde junho de 2025. Inconformada com o fim do relacionamento, ela passou a ameaçar o ex-marido e familiares, criando perfis falsos nas redes sociais para dificultar sua identificação. Nas ameaças, afirmou que iria fazer ele sentir a mesma dor e mataria seu bem mais precioso, referindo-se aos pais da vítima.

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Estruturação da ação criminosa

As investigações revelaram que J.A.M. estruturou toda a ação criminosa. Ela saiu de Santa Catarina e se deslocou até o Tocantins, onde realizou o reconhecimento prévio do local do crime, acompanhada do executor, identificado pelas iniciais R.B.B.F., seu atual companheiro. Utilizaram uma rota alternativa para evitar suspeitas.

J.A.M. foi responsável por providenciar a arma de fogo, organizar a logística da execução e realizar pagamentos aos envolvidos por meio de transferências bancárias identificadas durante a investigação. No dia do crime, ela se deslocou para outro estado para criar um álibi, enquanto R.B.B.F. foi transportado até as proximidades da casa das vítimas, entrou na residência e efetuou três disparos antes de fugir.

Outros envolvidos e indiciamentos

Outro indiciado é M.B.S., que atuou diretamente no suporte à execução, sendo responsável pelo transporte do executor. Ele também intermediou o contato para compra da arma de fogo e recebeu dinheiro antes e depois do crime. Em depoimento, confirmou ter ouvido os disparos no momento do assassinato.

Além disso, foram indiciados outros três homens: G.R.S., C.C.R. e D.B.F., apontados como responsáveis pela negociação e fornecimento da arma de fogo, contribuindo de forma direta para a concretização do crime. Eles devem responder por comércio ilegal de arma de fogo, em liberdade.

A mandante do crime, o executor e o homem que pilotou a motocicleta foram presos preventivamente e seguem detidos, respondendo por homicídio qualificado. Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.

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