Empresário recebe condenação por posse ilegal de armas em caso que envolve morte de adolescente
O empresário Gleison Luís Menegildo foi condenado a um ano de detenção e a seis anos de reclusão por posse ilegal de armas de fogo de calibres permitido e restrito. A sentença foi proferida pela juíza da 2ª Vara Criminal de São José do Rio Preto no dia 12 de fevereiro, estabelecendo regime semiaberto para ambas as penas. O caso está vinculado à investigação da morte da adolescente Giovana Pereira Caetano de Almeida, de 16 anos, cujo corpo foi encontrado enterrado em um sítio em Nova Granada (SP) em 28 de agosto de 2024.
Detalhes da condenação e contexto do caso
Gleison Luís Menegildo foi denunciado pelo Ministério Público por uma série de crimes graves, incluindo homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, assédio sexual, tráfico de drogas e fornecimento de bebida a menor de idade. No entanto, a condenação atual refere-se especificamente às acusações de posse ilegal de armas. Durante a prisão temporária do empresário em 15 de agosto de 2025, um funcionário dele e o caseiro da propriedade rural também foram detidos. A polícia solicitou a prisão preventiva dos três, que foi aceita pela Justiça.
Na ocasião das prisões, armas e drogas foram apreendidas na casa do empresário em São José do Rio Preto. Os três suspeitos chegaram a confessar que enterraram o corpo da adolescente, mas negaram qualquer envolvimento no assassinato. Eles foram inicialmente presos por ocultação de cadáver, mas foram soltos após o pagamento de uma fiança de R$ 22 mil.
A morte de Giovana e as investigações
Giovana Pereira Caetano de Almeida estava desaparecida desde dezembro de 2023. O caso veio à tona quando a polícia recebeu informações sobre um corpo enterrado em uma propriedade rural. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a ossada da adolescente. Segundo o primeiro relato de Gleison à polícia, Giovana, que era de São José do Rio Preto, foi até a empresa dele para uma entrevista de estágio. Em determinado momento, de acordo com a versão do suspeito, eles passaram a consumir cocaína.
A polícia também informou que o empresário e o caseiro afirmaram ter tido relações sexuais com a vítima. Conforme a versão dada pelos suspeitos, após a adolescente ter ficado sozinha em uma sala, ela teria tido um mal súbito e eles a teriam encontrado já morta. Os dois, então, teriam colocado o corpo em uma caminhonete e o levado até o sítio para enterrá-lo. No entanto, a defesa dos suspeitos negou, por meio de nota, que tenha havido relação sexual com a garota e também negou que eles a tenham matado, informando que o "laudo necroscópico irá confirmar que ela morreu de overdose". A defesa não comentou a ocultação do corpo.
Desenvolvimentos recentes e situação processual
Inicialmente, conforme a polícia, o dono da empresa informou não saber a identificação da vítima, mas, com a ajuda dos funcionários, ele encontrou um documento semelhante a um currículo que continha os dados da adolescente. A adolescente foi velada e enterrada em 15 de fevereiro de 2025 em Votuporanga (SP), quase seis meses após a descoberta do crime. O corpo ficou cinco meses no refrigerador porque, à época, a mãe pretendia cremá-lo, mas acabou desistindo.
O empresário Gleison Luís Menegildo ainda não foi julgado pelo processo referente à morte de Giovana Pereira Caetano de Almeida. A reportagem tentou contato com a defesa dele para obter mais informações sobre o caso, mas não houve resposta até o momento. As investigações continuam em andamento, e a Justiça segue analisando os demais crimes pelos quais o empresário foi denunciado.