Empresa ligada a Daniel Vorcaro é alvo de mais de 300 processos por venda casada no MA
Empresa de Vorcaro é alvo de 300 processos por venda casada

Uma empresa corretora de seguros ligada ao Banco Master está sendo alvo de mais de 300 processos judiciais no estado do Maranhão por práticas consideradas ilegais. A acusação principal é a cobrança de serviços que os clientes nunca contrataram, configurando venda casada. Segundo as investigações, a empresa vinculava a liberação de empréstimos consignados à contratação de títulos de capitalização e seguros, sem o consentimento explícito dos tomadores.

Histórico familiar e envolvimento no esquema

A família de Daniel Vorcaro, figura conhecida no mercado financeiro, possui um histórico de administração de empresas que utilizavam essa prática. Natalia Vorcaro Zettel, irmã de Daniel, é casada com Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro em um esquema de fraudes. Natalia era sócia de uma das empresas envolvidas nas cobranças indevidas. As defesas de Daniel Vorcaro e Natalia Vorcaro Zettel não quiseram se manifestar sobre o caso.

Funcionamento da venda casada

A venda casada ocorre quando um produto ou serviço é condicionado à aquisição de outro, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. No caso em questão, os clientes que buscavam empréstimos consignados eram surpreendidos com cobranças de seguros e títulos de capitalização que não haviam solicitado. Muitos só percebiam o débito ao conferir o extrato bancário ou ao tentar quitar o empréstimo.

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Os processos correm em varas cíveis e de defesa do consumidor no Maranhão, e as vítimas buscam indenizações por danos materiais e morais. O Banco Master, por sua vez, afirma que as práticas eram de responsabilidade da corretora e que está colaborando com as investigações.

Repercussão e medidas legais

A situação gerou grande repercussão no estado, levando órgãos de defesa do consumidor a orientar a população sobre como identificar e denunciar casos de venda casada. O Procon-MA já instaurou procedimentos administrativos para apurar as denúncias. Especialistas alertam que a prática é recorrente no setor de crédito consignado e recomendam que os consumidores leiam atentamente os contratos antes de assinar.

As defesas dos envolvidos não se pronunciaram até o momento. A reportagem da Record News tentou contato, mas não obteve resposta. O caso segue em tramitação na Justiça do Maranhão.

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