Justiça condena dois homens por latrocínio de ciclista Vitor Medrado em São Paulo
Dois condenados por latrocínio de ciclista Vitor Medrado em SP

Justiça paulista condena dois homens por latrocínio de ciclista Vitor Medrado

A 30ª Vara Criminal da capital paulista condenou, na última sexta-feira (20), dois homens pelo crime de latrocínio que resultou na morte do ciclista e personal trainer Vitor Medrado. O crime ocorreu em fevereiro de 2025 próximo ao Parque do Povo, no bairro Itaim Bibi, em São Paulo, e gerou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional.

Detalhes da condenação e das penas aplicadas

Segundo a sentença proferida pelo juiz Marcus Alexandre Manhães Bastos, um dos réus foi condenado a 28 anos de prisão, enquanto o outro recebeu pena de 22 anos, 2 meses e 20 dias por ter confessado o crime. Ambos cumprirão suas penas em regime inicial fechado, e a decisão ainda está sujeita a recursos.

Além das penas privativas de liberdade, os condenados também foram sentenciados a pagar R$ 200 mil cada um à viúva da vítima, a título de indenização por danos morais. O magistrado destacou em sua decisão que o crime foi praticado com crueldade e por motivo fútil, demonstrando total desrespeito pela vida humana.

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Reconstituição do crime que chocou São Paulo

O crime ocorreu quando Vitor Medrado aguardava uma aluna na calçada da Rua Brigadeiro Haroldo. Jeferson de Souza Jesus, conhecido como "Gordo de Paraisópolis", pilotava uma moto enquanto Erik Benedito Veríssimo, na garupa, efetuou um disparo que atingiu o pescoço da vítima. A ação foi extremamente rápida, durando poucos segundos conforme registrado por câmeras de segurança.

O juiz Marcus Alexandre Manhães Bastos descreveu em sua sentença: "O vídeo revela contexto em que, provavelmente, sequer anunciaram assalto. É muito rápido o movimento de aproximação e a queda do acusado, que, aparentemente, sequer levanta os olhos do celular para mirá-los. Sua cabeça permanece abaixada. Eles se aproximaram e simplesmente efetuaram o disparo para, em seguida, sem nenhum risco de oposição ou resistência, pegar seu celular".

Investigação que levou à identificação e prisão dos acusados

A Polícia Civil identificou os dois réus após analisar minuciosamente imagens de câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade. As imagens mostraram o trajeto realizado pelos criminosos até a comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Dias após o crime, ambos foram presos por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Quem era Vitor Medrado, o ciclista assassinado

Vitor Medrado era um ciclista experiente que morava na capital paulista, onde trabalhava como orientador físico e era uma figura influente na comunidade ciclística. Natural de Belo Horizonte (MG), ele viveu por cerca de dez anos entre Ribeirão Preto e Sertãozinho antes de se mudar para São Paulo.

Entre suas principais atividades esportivas:

  • Participação em competições de ciclismo
  • Destaque como atleta de pista de velódromo
  • Integrante da equipe da Associação Sertanezina de Ciclismo
  • Atuação como professor em projeto social que ensinava ciclismo a jovens

Conhecido por amigos como 'Vitão' ou 'Mineirinho', Vitor era descrito como uma pessoa de "sorriso fácil", "espírito tranquilo" e "generoso". Aldemir Rocha, representante da Associação Sertanezina de Ciclismo, destacou publicamente a dedicação de Vitor ao esporte e sua paixão pelo ciclismo.

Após sua morte, amigos e colegas organizaram um ato em homenagem ao ciclista em frente ao Parque do Povo, local onde ocorreu o crime que tirou sua vida de forma tão violenta e prematura.

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