Capitão e cabo são denunciados por morte de sargento dentro de quartel da PM em São Paulo
Denúncia por morte de sargento dentro de quartel da PM em SP

Capitão e cabo da PM são denunciados por morte de sargento dentro de quartel em São Paulo

O Ministério Público Militar formalizou uma denúncia contra o capitão Francisco Laroca e o cabo Fabiano Rizzo pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva, ocorrida dentro do quartel da Polícia Militar em São Paulo, no ano de 2023. Os dois policiais militares foram acusados de homicídio qualificado, com agravantes de surpresa e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual. A denúncia, encaminhada no final de janeiro, ainda aguarda análise pelo Tribunal de Justiça Militar, com o processo tramitando em sigilo absoluto.

Reações das defesas e da família da vítima

A defesa do capitão Laroca optou por se manifestar apenas após uma decisão judicial, enquanto o advogado do cabo Rizzo expressou surpresa com a denúncia, afirmando que as provas confirmariam a legitimidade das ações de seu cliente e reiterando sua inocência. Por outro lado, a advogada Pamela Stradioti, representante da família de Rullian, destacou que a denúncia era esperada devido à robustez das provas técnicas e periciais coletadas durante a investigação. "A família repudia veementemente os atos praticados, que revelam abusos inadmissíveis e violação frontal aos deveres funcionais", declarou.

Contexto do caso e versões conflitantes

Rullian Ricardo da Silva, natural de Franca (SP) e com 17 anos de corporação, havia sido promovido a sargento e transferido para a capital paulista. No feriado da Páscoa de 2023, ele planejava visitar a família, mas foi surpreendido com uma mudança de escala pelo capitão Laroca, que o designou para um plantão de última hora. No dia 6 de abril, uma discussão sobre a escala no alojamento da PM resultou em um confronto armado. Segundo o Comando da PM, Rullian teria sacado uma arma, levando Laroca a atirar três vezes em legítima defesa, com o cabo Rizzo disparando uma vez. O sargento foi atingido no pescoço e no tórax, falecendo no local.

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Contudo, familiares contestam essa versão, apoiando-se em imagens de uma câmera acoplada à farda de um policial que atendeu ao ocorrência. As gravações mostram Laroca se justificando, alegando que Rullian agiu com grosseria, e registram o sargento baleado e deitado em um beliche, com uma arma sob uma coberta. O capitão não demonstrou abalo pelo ocorrido, e o socorro, incluindo o helicóptero Águia, não foi suficiente para salvar a vida de Rullian. As armas de todos os envolvidos foram apreendidas, e o caso continua sob investigação, com a família exigindo agilidade e transparência nas apurações.

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