Atirador acusado de tentar matar Trump enfrenta prisão perpétua
Atirador acusado de tentar matar Trump pode pegar prisão perpétua

O atirador que tentou invadir um jantar com Donald Trump no fim de semana, em Washington, foi formalmente acusado nesta segunda-feira (27) por três crimes, incluindo tentativa de assassinar o presidente. Caso seja condenado, ele pode enfrentar prisão perpétua.

O ataque e a segurança questionada

Dois dias após o incidente, a principal questão levantada é: por que um evento que reunia o presidente dos Estados Unidos e as principais autoridades do governo não contou com o mais alto nível de segurança? O atirador percorreu cerca de 18 metros em disparada, armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. Ele conseguiu furar um detector de metal entre agentes armados e disparou contra um deles, que foi atingido no colete à prova de balas. O agente revidou com vários disparos, mas o atirador não foi atingido; ele caiu no chão e foi imobilizado.

Proximidade do alvo

Em um tour virtual pelo site do hotel, é possível perceber que o atirador chegou muito perto da entrada do salão onde ocorria o jantar. Ele só foi parado próximo às escadas, onde autoridades e jornalistas circulavam livremente. Se tivesse descido, em poucos metros estaria na porta, de frente para o palco onde o presidente estava. O evento acontecia no subsolo, e o atirador alcançou um andar intermediário, logo abaixo da recepção do hotel. Apenas ali havia uma checagem de segurança, enquanto 2,5 mil pessoas estavam no salão.

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Detalhes do Departamento de Justiça

Nesta segunda-feira (27), o Departamento de Justiça forneceu mais informações. Afirmou que, no início de abril, o atirador fez a reserva para três noites no hotel e chegou na sexta-feira (24). Eventos que reúnem o presidente e os principais integrantes do governo em um único local geralmente seguem protocolos de segurança máxima, mas esse não foi o caso do jantar dos correspondentes da Casa Branca. Além de Donald Trump, estavam presentes o vice-presidente J.D. Vance e o presidente da Câmara, Mike Johnson, ambos na linha sucessória. Apenas o terceiro na linha, o senador Chuck Grassley, de 92 anos, não estava no local.

Respostas das autoridades

Em nota, o Hotel Hilton informou à TV Globo que o Serviço Secreto liderou a segurança do evento, em coordenação com a polícia local e a segurança do hotel. O Serviço Secreto declarou: “Embora o modelo de proteção para o jantar tenha se mostrado eficaz, a principal lição para eventos futuros é que melhorias devem ser esperadas em todos os níveis”. O governo insiste que a segurança funcionou, opinião compartilhada por Barry Donadio, ex-agente do Serviço Secreto nos governos de George W. Bush e Barack Obama. Ele explicou que as autoridades trazem seus próprios agentes e comparou a segurança do hotel à de um aeroporto, que não pode ser isolado completamente. “Há hóspedes entrando e saindo que não têm qualquer ligação com o evento. Mas se você estiver tentando acessar o evento, é ali que se encontra a área de segurança e ela pode ser muito bem isolada”, afirmou Donadio.

Em entrevista à rede CBS, Donald Trump reconheceu que podem haver ajustes: “Nós também estamos aprendendo. Acho que o único ajuste seria afastar um pouco mais o equipamento de segurança. Estava a cerca de 45 m de distância”. Apesar das declarações defendendo a segurança, a Casa Branca anunciou que haverá uma reunião nesta semana para rediscutir os protocolos.

Acusações e próximos passos

Na tarde desta segunda-feira (27), o atirador Cole Tomas Allen foi levado a um tribunal federal. Ele foi acusado de tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, de disparar uma arma de fogo durante um crime violento e de transportar armas e munições entre estados. Se condenado, pode pegar prisão perpétua. Ele retorna ao tribunal na quinta-feira (30) para mais uma audiência.

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