Homem condenado a 15 anos por matar vizinho por ciúmes em Águas Vermelhas
15 anos de prisão por crime passional em Águas Vermelhas

Homem recebe pena de 15 anos de prisão por assassinato motivado por ciúmes em Minas Gerais

Um homem foi condenado a 15 anos de reclusão pelo assassinato de seu vizinho, crime motivado por ciúmes da amizade que a vítima mantinha com sua ex-companheira. O caso ocorreu no município de Águas Vermelhas, em Minas Gerais, e teve o veredicto divulgado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nesta quinta-feira, 5 de setembro.

Detalhes do crime e motivação

De acordo com as informações do MPMG, o crime aconteceu em março de 2024, no distrito de Itamarati. A vítima foi morta a tiros após o condenado avistá-la conversando com sua ex-companheira na calçada. Investigadores apontaram que o motivo do crime foi o ciúmes, uma vez que o réu não aceitava o término do relacionamento e se incomodava com a proximidade entre os dois.

No dia dos fatos, ao ver a conversa, o acusado buscou uma arma de fogo em sua residência e efetuou os disparos contra o vizinho, que faleceu no local. O Ministério Público destacou que o Tribunal do Júri acolheu integralmente a tese da acusação, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe e do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Condenação e regime de cumprimento da pena

A pena de 15 anos de reclusão deve ser cumprida em regime inicialmente fechado. Durante a dosimetria, a Justiça considerou aspectos desfavoráveis ao réu, incluindo sua conduta social, descrita por testemunhas como violenta, e as graves consequências do crime.

Os filhos da vítima, por exemplo, necessitam de acompanhamento psicológico devido ao trauma causado pela perda do pai. Para preservar a ordem pública, o condenado, que já se encontrava preso preventivamente, foi impedido de recorrer em liberdade.

A Justiça determinou a execução imediata da pena e a manutenção da prisão preventiva, negando o direito de recorrer em liberdade. Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelas autoridades, seguindo protocolos de privacidade.

Este caso reforça a atuação do sistema judiciário mineiro em crimes passionais, com foco na proteção da sociedade e na aplicação de penas adequadas a delitos de alta gravidade.

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