Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido por ligação com caso Epstein
Ex-príncipe Andrew preso no Reino Unido por caso Epstein

Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido em meio a investigações sobre caso Epstein

Andrew Mountbatten Windsor, ex-príncipe do Reino Unido e irmão do atual monarca Charles III, foi preso nesta quinta-feira (19) pela polícia britânica. A detenção ocorre no contexto de investigações sobre sua ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, conforme revelado em primeira mão pela rede de televisão BBC.

Polícia confirma prisão em Norfolk

A polícia confirmou a prisão de um homem acusado de má conduta em cargo público na região de Norfolk, onde Andrew atualmente reside. Embora as autoridades não tenham confirmado oficialmente a identidade do detido, todas as evidências apontam para o ex-membro da família real.

Há dez dias, a polícia do Reino Unido havia anunciado a abertura de uma investigação formal contra o filho da falecida rainha Elizabeth II. O foco das apurações são alegações de que Andrew teria enviado informações confidenciais do governo britânico para Jeffrey Epstein.

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Escândalo que remonta a 2019

O caso envolvendo o ex-príncipe Andrew, que nega veementemente todas as acusações, tem suas origens em 2019, mas ganhou novos contornos recentemente com a divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

De acordo com e-mails obtidos pela agência de notícias AFP, em 30 de novembro de 2010, Andrew Mountbatten-Windsor (então duque de York) enviou ao financista americano relatórios confidenciais sobre visitas oficiais a:

  • Vietnã
  • Hong Kong
  • Shenzhen (China)
  • Singapura

Os documentos foram encaminhados a Epstein apenas cinco minutos após o ex-príncipe tê-los recebido de seu assistente pessoal.

Consequências para a família real

Em outubro do ano passado, Andrew foi destituído de todos os seus títulos reais por decisão de seu irmão mais velho, o rei Charles III. A medida veio após novas revelações sobre a extensão de sua amizade com Epstein. O ex-príncipe também foi removido de sua residência oficial no Palácio de Windsor.

A família real britânica enfrenta pressão crescente devido aos vínculos entre Andrew e o criminoso sexual. O príncipe William e a princesa Kate Middleton manifestaram publicamente sua "profunda preocupação" com as revelações do caso.

Acusações históricas e novas evidências

Andrew já havia sido acusado anteriormente de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha do caso Epstein, quando ela era menor de idade. O ex-príncipe sempre negou essas alegações. Giuffre faleceu na Austrália em 25 de abril de 2025, aos 41 anos, em circunstâncias classificadas como suicídio por sua família.

Novas fotografias divulgadas no final de janeiro, que mostram Andrew ajoelhado ao lado de uma mulher com o rosto censurado, reacenderam as suspeitas sobre sua conduta. Os arquivos de Epstein também revelaram e-mails nos quais o criminoso era convidado para reuniões privadas no Palácio de Buckingham.

Mudança de residência e silêncio real

O Palácio de Buckingham confirmou que Andrew deixou sua residência no complexo real de Windsor nesta segunda-feira (9) para se estabelecer em uma propriedade privada do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra. O ex-príncipe não fez declarações públicas recentemente sobre o caso.

Andrew serviu como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011, renunciando ao cargo após críticas sobre seus gastos e métodos de trabalho. As investigações atuais focam especificamente em seu período nessa função governamental.

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