Sonegação fiscal no transporte rodoviário atinge R$ 33 bilhões anuais, revela estudo
Sonegação no transporte rodoviário chega a R$ 33 bilhões por ano

Sonegação fiscal no transporte rodoviário atinge R$ 33 bilhões anuais, revela estudo inédito

Um estudo inédito produzido pela Associação das Administradoras de Meios de Pagamento Eletrônico de Frete (Ampef) revela que a sonegação fiscal no transporte de cargas por vias rodoviárias chega a 33 bilhões de reais por ano. A pesquisa, desenvolvida pelo economista Gesner de Oliveira e sua equipe da GO Associados, será apresentada em sua íntegra no dia 10 de março, trazendo à tona dados alarmantes sobre a informalidade no setor.

Mercado informal movimenta R$ 340 bilhões anuais

O setor de frete no transporte rodoviário movimenta mais de 800 bilhões de reais anuais, conforme o estudo. Desse total, aproximadamente 340 bilhões de reais permanecem no mercado informal, evidenciando uma lacuna significativa na formalização e na arrecadação tributária. A chamada carta-frete ilegal é apontada como a principal responsável por esse cenário, facilitando práticas de evasão fiscal e mantendo uma parcela substancial da economia fora do radar das autoridades.

Impactos econômicos e sociais da sonegação

A sonegação fiscal de R$ 33 bilhões anuais representa uma perda considerável para os cofres públicos, afetando diretamente a capacidade de investimento em infraestrutura, saúde, educação e outros serviços essenciais. Além disso, a persistência do mercado informal no transporte rodoviário:

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  • Compromete a competitividade das empresas que operam dentro da legalidade.
  • Cria distorções no mercado, prejudicando a fixação de preços justos.
  • Contribui para a precarização das condições de trabalho no setor.

O estudo da Ampef destaca a urgência de medidas para combater essas práticas, visando não apenas aumentar a arrecadação, mas também promover um ambiente de negócios mais transparente e equitativo.

Contexto histórico e desafios atuais

O transporte rodoviário de cargas é um pilar fundamental da economia brasileira, responsável pela maior parte do escoamento de mercadorias no país. No entanto, desafios históricos, como a falta de fiscalização eficiente e a complexidade tributária, têm favorecido a proliferação de esquemas informais. A carta-frete ilegal, em particular, emerge como um mecanismo que burla as regulamentações, permitindo que valores expressivos circulem sem a devida tributação.

Especialistas alertam que, sem ações concretas para enfrentar essa realidade, os prejuízos tendem a se ampliar, impactando negativamente o desenvolvimento econômico e a justiça fiscal. A apresentação completa do estudo em março promete fornecer insights valiosos para formuladores de políticas e agentes do setor, buscando soluções que equilibrem a necessidade de arrecadação com a promoção da formalização.

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