Empresário é preso por sumiço de 21 mil sacas de café e prejuízo milionário em MG
Preso empresário por sumiço de 21 mil sacas de café em MG

Empresário é preso por sumiço de 21 mil sacas de café e prejuízo milionário em MG

A Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira (20) o empresário Elvis Vilhena Faleiros, de 40 anos, natural de Franca (SP), suspeito do desaparecimento de 21 mil sacas de café e de causar um prejuízo estimado em R$ 50 milhões a produtores rurais em Ibiraci, Minas Gerais. Elvis estava foragido desde janeiro e foi localizado em Frutal (MG), quando tentava entrar em contato com familiares.

Detalhes da prisão e defesa do acusado

Em nota, a defesa do empresário afirmou que a prisão ocorreu dentro da normalidade e que todas as determinações judiciais serão cumpridas. Elvis ainda passará por audiência de custódia em Minas Gerais. A defesa também destacou que o empresário já fez acordos com produtores e cooperados da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), que ele presidia, para pagar todas as sacas de café pendentes, garantindo que nenhum produtor ficará no prejuízo.

Investigação e crimes imputados

De acordo com a Polícia Civil de Ibiraci, responsável pelo inquérito, Elvis é investigado pelos crimes de apropriação indébita, gestão temerária de cooperativa e associação criminosa. A denúncia partiu de pelo menos 30 produtores rurais em dezembro de 2025, que relataram o sumiço das 21 mil sacas de café armazenadas nos barracões da Cocapil. O prejuízo total, incluindo perdas dos produtores, dívidas bancárias e com fornecedores, pode chegar a R$ 132 milhões, afetando 179 vítimas de cidades como Ibiraci, Franca, Cristais Paulista (SP), Claraval (MG) e Cássia (MG).

Contexto da fraude e declarações das autoridades

O delegado Estevam Ferreira explicou que a fraude começou a ser descoberta em agosto de 2025, quando produtores procuraram a cooperativa para retirar sacas e não encontraram o café armazenado. "É uma conduta de altíssima gravidade, houve um desfalque econômico para a cidade. Não é uma coisa irrelevante, um furto pequeno, então [o pedido de prisão] é uma necessidade de resposta condizente com a agressão à ordem pública que foi gerada", afirmou o delegado. Em janeiro, dois diretores da Cocapil prestaram depoimento à polícia, alegando problemas financeiros que começaram na cooperativa em 2021 e levaram ao desvio das sacas; eles tiveram os bens penhorados.

Alegações da defesa e medidas de ressarcimento

A defesa de Elvis argumentou que o rombo na cooperativa ocorreu devido a oscilações financeiras do mercado cafeeiro e que o empresário deseja ressarcir o prejuízo às vítimas, inclusive por meio da venda de propriedades. A prisão foi decretada pela Justiça em janeiro, após a fuga do acusado, que agora aguarda os próximos passos processuais.