Uber é condenada a indenizar usuário por invasão de conta e cobranças indevidas em Pernambuco
Uber indeniza usuário por conta invadida e cobranças indevidas

Uber é condenada a pagar indenização por falha de segurança que resultou em invasão de conta de usuário

A Uber foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco a pagar uma indenização de R$ 2 mil a um usuário do aplicativo que teve sua conta invadida e foi cobrado por corridas que não solicitou. A decisão, proferida no dia 4 de março pelo 1º Gabinete da 1ª Turma Justiça Eficiente do Primeiro Colégio Recursal do Recife, destaca a responsabilidade da plataforma na proteção dos dados dos consumidores.

Responsabilidade da plataforma na segurança dos dados é reforçada pela Justiça

Segundo o relator do processo, o juiz José Raimundo dos Santos Costa, a segurança dos dados e a prevenção contra invasões de perfil são obrigações da própria Uber. O magistrado afirmou que a empresa deve garantir a integridade das informações dos usuários e evitar acessos não autorizados que possam resultar em prejuízos financeiros ou morais.

No caso em questão, o usuário conseguiu comprovar que estava no Recife nas datas e horários em que as corridas foram realizadas em Aragoiânia, em Goiás. Essa discrepância geográfica foi crucial para demonstrar a fraude e a falha no sistema de segurança da Uber.

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Dano moral configurado por cobrança indevida e bloqueio de conta

Para o juiz, o dano moral ficou evidente não apenas pela cobrança indevida, mas também pelo bloqueio da conta do usuário devido a uma pendência financeira fraudulenta. Além disso, o consumidor perdeu tempo significativo tentando resolver o problema administrativamente com a empresa, o que agravou o transtorno sofrido.

"Tal quantia atende ao caráter punitivo-pedagógico da medida e à compensação pelo transtorno sofrido. Não há, portanto, que se falar em enriquecimento sem causa do recorrido", afirmou o juiz na decisão. A indenização de R$ 2 mil foi considerada adequada para punir a empresa e compensar o usuário pelos inconvenientes enfrentados.

Uber não se pronunciou sobre possível recurso da decisão

O g1 tentou contato com a Uber para saber se a empresa pretende recorrer da decisão, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. A falta de posicionamento da companhia deixa em aberto a possibilidade de novos desdobramentos jurídicos no caso.

Este caso serve como um alerta para outras plataformas digitais sobre a importância de investir em mecanismos robustos de segurança e na rápida resolução de problemas que afetem os consumidores. A decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco reforça a necessidade de as empresas de tecnologia assumirem a responsabilidade por falhas que comprometem a privacidade e os direitos dos usuários.

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