Funcionários da Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, realizaram um protesto na terça-feira (12) contra a instalação de um software de rastreamento de mouse nos computadores corporativos. De acordo com a agência Reuters, panfletos foram distribuídos em escritórios nos Estados Unidos, sendo deixados em salas de reunião, máquinas de venda automática e até sobre dispensadores de papel higiênico.
Petição contra a medida
Os materiais incentivavam os trabalhadores a assinarem uma petição online contra a prática. Uma das mensagens dizia: “Não quer trabalhar na Fábrica de Extração de Dados de Funcionários?”. A petição também mencionava a Lei Nacional de Relações Trabalhistas dos Estados Unidos, destacando que “os trabalhadores são legalmente protegidos quando escolhem se organizar para a melhoria das condições de trabalho”.
Posicionamento da Meta
Questionado pela Reuters, o porta-voz da Meta, Andy Stone, indicou um posicionamento anterior da empresa sobre a tecnologia de rastreamento. Segundo a companhia, os dados coletados ajudam a treinar sistemas de inteligência artificial voltados à execução de tarefas em computadores. “Se estamos criando agentes para ajudar as pessoas a completar tarefas do dia a dia usando computadores, nossos modelos precisam de exemplos reais de como as pessoas realmente os usam — coisas como movimentos do mouse, clicar em botões e navegar por menus suspensos”, afirmou a Meta.
O protesto ocorre em meio a debates sobre privacidade e vigilância no ambiente de trabalho, com funcionários preocupados com a coleta de dados pessoais. A petição online continua aberta para assinaturas.



